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Produção científica feminina cresce no Brasil, mas mulheres ainda têm pouca influência em políticas públicas

Produção Científica Feminina no Brasil: Avanços e Desafios

A busca pela equidade de gênero na pesquisa científica tem avançado no Brasil, com um aumento significativo na presença de mulheres entre os cientistas de maior impacto. De acordo com um relatório da Elsevier, o percentual de mulheres entre autores de publicações científicas no país passou de 38% em 2002 para 49% em 2022.

Além disso, o Brasil está entre os três países com maior representação feminina entre 18 nações analisadas, além da União Europeia. No entanto, apesar desses avanços, a presença de mulheres em posições de liderança e influência em políticas públicas ainda é baixa. De 107 pesquisadores brasileiros cujos estudos foram citados e analisados por governos, entes públicos e organizações internacionais, apenas 23 são mulheres.

Desafios para as Mulheres na Ciência

Segundo a imunologista Ester Sabino, membro titular da Academia Brasileira de Ciências, fatores culturais afastam as mulheres da liderança nas carreiras científicas. A dupla e tripla jornada da mulher é um desafio, pois elas trabalham mais e se dedicam à maternidade e aos cuidados com os pais mais velhos. Além disso, a professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo afirma que é preciso vencer crenças que limitam a atuação das mulheres nas pesquisas.

Outro desafio é a opção das áreas de pesquisas lideradas por mulheres. A participação feminina supera 60% nas áreas de enfermagem, farmacologia, toxicologia e farmacêutica, e psicologia. No entanto, em áreas como matemática, ciência da computação e astronomia, a adesão das pesquisadoras é baixa.

Iniciativas para Inclusão Digital

A ONU Mulheres destaca que o Brasil está alinhado com as demandas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para inclusão de meninas e mulheres na ciência. O foco este ano será voltado à inclusão digital, especialmente em comunidades vulneráveis. O projeto Mulher+Tech, uma parceria da ONU Mulheres com a iniciativa privada e o governo, será implementado em 2026 para capacitar e incluir digitalmente mulheres e meninas em situação de vulnerabilidade.

Além disso, é importante destacar a importância da liderança feminina em projetos de grande impacto e a necessidade de decisões mais arrojadas por parte das cientistas. A lista das 23 cientistas mais citadas em documentos relacionados a tomadas de decisão é um exemplo da contribuição das mulheres para a ciência e a sociedade.

  • Agnieszka E Latawiec – PUC-RJ
  • Ane Alencar – Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia
  • Beatriz Grinsztejn – Fiocruz
  • Blandina Felipe Viana – Universidade Federal da Bahia
  • Deborah Carvalho Malta – Universidade Federal de Minas Gerais
  • Éster Cerdeira Sabino – Universidade de São Paulo
  • Fernanda Rauber – Universidade de São Paulo
  • Flávia Ribeiro Machado – Unifesp
  • Giselda Durigan – Instituto Florestal
  • Gulnar Azevedo e Silva – Universidade do Estado do Rio de Janeiro
  • Ima Célia Guimarães Vieira – Museu Paraense Emílio Goeldi
  • Juliana Hipólito – Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia / Universidade Federal da Bahia
  • Liana O Anderson – Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais
  • Ludhmila Abrahão Hajjar – Universidade de São Paulo
  • Maria Laura da Costa Louzada – Universidade de São Paulo
  • Mercedes Bustamante – Universidade de Brasília
  • Micheline de Sousa Zanotti Stagliorio Coêlho – Universidade de São Paulo
  • Neha Khandpur – Universidade de São Paulo
  • Patrícia Constante Jaime – Universidade de São Paulo
  • Renata Bertazzi Levy – Universidade de São Paulo
  • Valdiléa G Veloso – Fiocruz
  • Viviane Cordeiro Veiga – Beneficência Portuguesa de São Paulo
  • Waleska Teixeira Caiaffa – Universidade Federal de Minas Gerais

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