A Nova Trend do TikTok: “Caso Ela Diga Não”
A recente trend do TikTok, intitulada “Treinando caso ela diga não”, tem causado grande repercussão nas últimas semanas devido à sua apologia à violência contra a mulher. Os vídeos, geralmente criados por homens jovens, simulam cenários de abordagem romântica, seguidos de reações violentas se a resposta for negativa.
Essas simulações incluem atos violentos e criminosos, como socos em objetos, golpes com facas, tiros e outras ações agressivas. De acordo com uma análise do g1, os vídeos são veiculados por contas com até 177 mil seguidores e mais de 175 mil interações na rede social.
Repercussão e Investigação
A trend vem repercutindo em meio ao aumento recorde de casos de feminicídio no Brasil, com cerca de 1.470 mulheres assassinadas em 2025, de acordo com dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A Diretoria de Crimes Cibernéticos da Polícia Federal (PF) abriu uma ação para derrubar os perfis e um inquérito de investigação para impedir a disseminação dos vídeos.
A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados também votou um requerimento para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) investigue as publicações. O deputado Pedro Campos, que fez a solicitação, destacou a importância de responsabilizar não apenas os criadores dos conteúdos, mas também as empresas de tecnologia.
- A Advocacia-Geral da União (AGU) enviou um pedido de abertura de inquérito para apurar a circulação dos vídeos.
- O TikTok removeu os conteúdos misóginos da plataforma, mas o governo brasileiro solicitou que a empresa se explique sobre a trend em um período de cinco dias.
- O Ministério da Justiça pediu uma descrição detalhada de medidas técnicas e organizacionais para remover conteúdos misóginos na rede social.
A trend “Caso ela diga não” é um exemplo preocupante de como a violência contra a mulher pode ser promovida e disseminada nas redes sociais. É fundamental que as empresas de tecnologia e os órgãos governamentais trabalhem juntos para prevenir a disseminação de conteúdos misóginos e proteger os direitos das mulheres.
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