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Mulher teve células imortalizadas sem consentimento nos anos 1950; caso tem novo desdobramento

O Caso de Henrietta Lacks: Uma História de Células Imortalizadas sem Consentimento

Em 1951, Henrietta Lacks, uma mulher afro-americana de 31 anos, morreu de câncer no colo do útero no Hospital Johns Hopkins, em Baltimore, nos Estados Unidos. Sem o seu conhecimento ou consentimento, amostras de suas células tumorais foram coletadas e cultivadas em laboratório, dando origem às células “HeLa”, que se revelaram capazes de sobreviver e se multiplicar indefinidamente.

Essas células tornaram-se uma ferramenta fundamental na pesquisa biomédica moderna, utilizadas em estudos sobre HPV, poliomielite, HIV, câncer e Covid-19. No entanto, a maior parte dessas pesquisas foi conduzida sem o consentimento ou a participação da família de Lacks, o que gerou debates éticos sobre racismo, exploração e direitos de pacientes na ciência.

Acordo Extrajudicial com a Novartis

Agora, a farmacêutica Novartis firmou um acordo extrajudicial com os herdeiros de Lacks em relação ao uso das células “imortais”. A família argumenta que a empresa lucrou injustamente com a utilização das células retiradas do tumor de Lacks, que foi enterrada em uma cova sem identificação.

O acordo foi finalizado em tribunal federal em Maryland, mas os dados não são públicos. Um comunicado em conjunto entre a família Lacks e a empresa diz que as partes estão “satisfeitas por terem conseguido encontrar uma maneira de resolver essa questão apresentada pelo espólio de Henrietta Lacks fora dos tribunais”.

Desdobramentos Judiciais

Além do acordo com a Novartis, a família de Lacks também abriu processos contra outras empresas, como a Thermo Fisher Scientific, a Ultragenyx e a Viatris, alegando que elas lucraram bilhões com a linha celular HeLa sem o consentimento da família.

Os desdobramentos judiciais destacam a importância de respeitar os direitos dos pacientes e de garantir que as empresas biomédicas sejam responsáveis por suas ações. As células HeLa continuam a prosperar em laboratórios do mundo, salvando vidas e ajudando a descobrir vacinas e curas de doenças.

  • A história de Henrietta Lacks é um exemplo de como a ciência pode ser influenciada por questões éticas e sociais.
  • O caso de Lacks destaca a importância de respeitar os direitos dos pacientes e de garantir que as empresas biomédicas sejam responsáveis por suas ações.
  • As células HeLa continuam a ser utilizadas em pesquisas biomédicas, mas é fundamental que sejam tomadas medidas para garantir que os direitos dos pacientes sejam respeitados.

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