bukib
0 bukibs
Columbus, Ohio
Hora local: 16:40
Temperatura: 9°C
Probabilidade de chuva: 40%

Mosquitos já picavam ancestrais humanos há pelo menos 1,8 milhão de anos

Mosquitos e a Relação com os Humanos: Uma História de 1,8 Milhão de Anos

Os mosquitos são conhecidos por suas picadas irritantes e dolorosas, mas apenas uma pequena quantidade das 3.500 espécies conhecidas têm um apreço pelo sangue humano. Essas espécies são responsáveis pela morte de mais de 700 mil pessoas por ano no mundo todo e por transmitir muitas doenças, como a malária.

Um estudo recente publicado na revista Scientific Reports sugere que a relação entre os mosquitos e os humanos existe há pelo menos 1,8 milhão de anos. A equipe de cientistas utilizou o sequenciamento do DNA de 11 espécies de mosquitos do grupo Leucosphyrus para reconstruir a história evolutiva desses insetos e descobrir quando o interesse alimentar por nosso sangue surgiu.

A Mudança no Apetite dos Mosquitos

O grupo Leucosphyrus está dentro do gênero Anopheles, que inclui espécies que se alimentam de primatas não humanos, como orangotangos, e aquelas que preferem seres humanos. Através de 38 indivíduos coletados na região do sudeste asiático, os cientistas utilizaram modelos computacionais e estatísticos para chegar ao ponto de partida evolutivo dessas espécies que sejam mais chegadas ao sangue humano.

Os resultados dos testes mostraram que o comportamento ancestral era alimentar-se de primatas não humanos. A evolução, que aconteceu entre 2,9 e 1,6 milhões de anos atrás na região da Sundalândia, teria modificado o apetite desses insetos para incluir o sangue humano.

  • A evolução dos mosquitos ocorreu na região da Sundalândia, que inclui a Península Malaia, Bornéu, Sumatra e Java.
  • O período coincide com o surgimento da espécie hominídea Homo erectus na região do sudeste asiático, que ocorreu por volta de 1,8 milhão de anos atrás.
  • A mudança radical na preferência alimentar dos mosquitos pode ter sido influenciada pela chegada dos primeiros hominídeos na região.

A teoria defendida pelos autores do estudo é que o processo evolutivo teria impactado genes associados a receptores de odor, de forma que a preferência alimentar fosse alterada pela chegada dos primeiros hominídeos. Isso pode ajudar a recriar a história dos hominídeos na região e entender melhor a relação entre os mosquitos e os humanos.

Este conteúdo pode conter links de compra.

Fonte: link