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Cientistas flagram brilho emitido por árvores durante tempestade pela 1ª vez

Cientistas Flagram Brilho Emitido por Árvores Durante Tempestade

Por décadas, a ideia de árvores reluzentes foi considerada ficção científica, mas agora, cientistas conseguiram documentar um fenômeno real de brilho emitido por árvores durante tempestades. Esse brilho, conhecido como “corona”, é resultado de um processo elétrico que ocorre quando nuvens carregadas negativamente induzem uma carga positiva no solo, criando um campo elétrico intenso que ioniza moléculas do ar ao redor das folhas das árvores.

Para detectar esse fenômeno, os pesquisadores da Universidade Estadual da Pensilvânia construíram um instrumento que combinava telescópio, periscópio e câmera UV de alta velocidade, montado sobre uma minivan. Eles percorreram regiões da Florida até a Pensilvânia em busca de tempestades e, finalmente, conseguiram registrar o brilho tênue envolvendo copas de árvores durante uma tempestade na Carolina do Norte.

Como Funciona o Fenômeno

Quando nuvens carregadas negativamente se aproximam da Terra, elas induzem uma carga positiva no solo. Essa carga sobe pelos troncos e galhos das árvores, que funcionam como condutores, até alcançar as extremidades das folhas. Nesses pontos, a concentração elétrica pode se tornar suficientemente intensa para ionizar moléculas do ar ao redor, criando um plasma. Quando essas moléculas retornam ao seu estado original ou se recombinam, elas emitem luz, resultando em uma cintilação breve e difusa.

Os cientistas também descobriram que as coronas podem produzir radicais hidroxila (OH), moléculas que ajudam a decompor metano e monóxido de carbono na atmosfera. Além disso, as coronas podem participar da formação de névoas e smog ao interagir com compostos orgânicos voláteis liberados pelas próprias árvores.

  • As coronas são um fenômeno elétrico que ocorre durante tempestades.
  • Elas são resultado da ionização de moléculas do ar ao redor das folhas das árvores.
  • As coronas podem produzir radicais hidroxila (OH) e participar da formação de névoas e smog.

A confirmação de que copas de árvores realmente cintilam sob certas condições atmosféricas é um importante avanço no estudo da eletrificação das tempestades. Os cientistas atmosféricos continuam a investigar os mecanismos que culminam no espetáculo dos relâmpagos, e cada novo dado ajuda a iluminar nossos conhecimentos sobre esse fenômeno.

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