Crítica: “As fronteiras de Oline” e o elogio à imaginação
A literatura contemporânea brasileira é um campo vasto e diversificado, tornando desafiador definir seus eixos temáticos e elementos estéticos. No entanto, um aspecto que tem ganhado destaque nos últimos anos é a reconfiguração do cânone literário, que antes era dominado por grupos hegemônicos. O chamado cânone humanizador busca promover a reflexão sobre a condição humana, a empatia e a compreensão de diferentes culturas e contextos sociais.
Um exemplo disso é o romance “As fronteiras de Oline”, de Rafael Zoehler, que ocupa um posto singular nas estantes e nas memórias de quem lê. A história do guarda da fronteira entre a Sérvia e o Cazaquistão que parte em busca de uma pedra perdida é uma jornada de formação essencialmente sui generis. O livro extrai seu mundo secundário do nosso próprio mundo, enriquecido por deliciosos enxertos imaginativos, onde sobrevoam balões que jamais pousam e países que dançam sem parar.
A viga mestra do romance é o protagonista, o Senhor Oline, dono de um comportamento quase implausível. Sua jornada é um processo de humanização, que se refere à capacidade de imaginar, até então desconhecida por ele. A história também é uma delicada alegoria da paternidade, onde o Senhor Oline precisa escapar da sombra do pai sem deixar de amá-lo. O romance é um sensível e imaginativo elogio à imaginação, que configura uma pedra singular e rutilante no canteiro de obras de nossa literatura contemporânea.
- O romance “As fronteiras de Oline” é um exemplo de como a literatura contemporânea brasileira está se reconfigurando.
- A história é uma jornada de formação essencialmente sui generis, que extrai seu mundo secundário do nosso próprio mundo.
- O protagonista, o Senhor Oline, é dono de um comportamento quase implausível, e sua jornada é um processo de humanização.
Em resumo, “As fronteiras de Oline” é um romance que merece ser lido e refletido. Sua capacidade de imaginar e criar um mundo secundário a partir do nosso próprio mundo é um elogio à imaginação e à criatividade. O livro é uma contribuição valiosa para a literatura contemporânea brasileira, e sua leitura é uma experiência enriquecedora para quem busca entender melhor a condição humana e a complexidade do mundo em que vivemos.
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