Brasil está no top 3 de países com mais ataques de ransomware no mundo
O Relatório de Ameaças Cibernéticas da Acronis do segundo semestre de 2025 revelou uma informação preocupante para o Brasil: o país entrou no top 3 do ranking global de locais com maior concentração de ataques de ransomware. De acordo com o estudo, os cibercriminosos exploram ferramentas legítimas da Microsoft para concretizar as operações ilegais, com o Brasil virando um alvo recorrente e estratégico para esses ataques no último semestre.
A título de comparação, o país ficou atrás apenas dos Estados Unidos e da Índia no quesito volume de detecções de ransomware ao longo do período analisado, configurando o maior foco de atenção dos hackers na América Latina. Mais de 7.600 vítimas foram registradas, com informações divulgadas publicamente por grupos de ransomware, os mais ativos sendo o Qilin, Akira e Cl0p.
Setores mais atingidos
Os setores mais atingidos foram os de manufatura, tecnologia e saúde. Ferramentas de acesso remoto, como AnyDesk e TeamViewer, também foram exploradas pelos hackers, afetando mais de 1.200 vítimas em escala global.
A Acronis identificou que grande parte dos ataques começam a partir do envio de e-mails fraudulentos para as vítimas. Para ter uma noção do cenário, o volume médio de incidentes por organização no segundo semestre de 2025 aumentou 16% em comparação com o ano anterior, enquanto o número por usuário cresceu 20%.
Uso de inteligência artificial
Também foi observado que 52% dos ataques detectados no país consistiram em golpes de phishing com o uso de engenharia social para roubar informações sigilosas da vítima. Além disso, os criminosos também apostaram em ferramentas de inteligência artificial (IA) para fazer o reconhecimento das vítimas e incrementar o processo de negociação do ransomware.
A Acronis identificou ainda casos que utilizam sistemas automatizados para gerenciar várias operações de extorsão de maneira simultânea, além da produção de conteúdos falsos para emplacar o ataque. Esse movimento mostra como os criminosos estão apostando em recursos tecnológicos sofisticados para incrementar as campanhas, deixando métodos tradicionais de phishing de lado para produzir golpes mais eficientes e rápidos.
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