Descoberta em Marte: Sonda da Nasa Encontra “Teias de Aranha” em Marte
A sonda Curiosity, da Nasa, realizou uma descoberta intrigante em Marte, ao encontrar formações rochosas que lembram “teias de aranha” espalhadas pela superfície do planeta. Essas formações, conhecidas como boxwork, são compostas por cristas baixas e depressões arenosas, e podem oferecer pistas importantes sobre a presença de água subterrânea no passado de Marte.
De acordo com os investigadores da Nasa, as estruturas consistem em cristas com cerca de 1 a 2 metros de altura, entrecortadas por depressões arenosas. Embora existam formações semelhantes na Terra, elas raramente ultrapassam alguns centímetros e costumam aparecer em cavernas ou ambientes áridos.
Origem das Formações
A hipótese mais aceita pelos investigadores é de que água subterrânea tenha circulado por fraturas nas rochas, depositando minerais ao longo das fissuras. Esses minerais teriam “cimentado” determinadas áreas, tornando-as mais resistentes à erosão. Com o tempo, o vento teria desgastado o material ao redor, preservando apenas as cristas mineralizadas.
Além disso, a descoberta de nódulos irregulares do tamanho de ervilhas, formados por minerais deixados para trás quando a água subterrânea secou em Marte, bilhões de anos atrás, é outro indicador da presença de água no passado do planeta.
Implicações para a História Climática de Marte
A descoberta tem implicações diretas para a história climática marciana. À medida que o Curiosity sobe o Monte Sharp, uma montanha de cerca de 5 km de altura, cada camada revela registros de diferentes eras ambientais do planeta.
De acordo com Tina Seeger, da Universidade Rice, “Observar estruturas em forma de caixa tão acima na montanha sugere que o lençol freático devia estar bem alto”. Isso indica que a água capaz de sustentar possíveis formas de vida microbiana pode ter persistido por mais tempo do que se supunha com base apenas em dados orbitais.
Próximos Passos
Em março, o Curiosity deve deixar para trás a região de boxwork e avançar para outra área do Monte Sharp rica em sulfatos — minerais que se formam à medida que a água evapora. A equipe planeja continuar investigando essa camada por vários quilômetros ao longo do próximo ano, aprofundando a compreensão sobre como o antigo Marte passou de um mundo potencialmente úmido para o deserto frio que conhecemos hoje.
- As formações rochosas em Marte podem oferecer pistas importantes sobre a presença de água subterrânea no passado do planeta.
- A descoberta de nódulos irregulares do tamanho de ervilhas é outro indicador da presença de água no passado do planeta.
- A equipe do Curiosity planeja continuar investigando a camada de sulfatos no Monte Sharp para aprofundar a compreensão sobre a história climática de Marte.
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