Crise no BAFTA: Renúncia de Jurado e Críticas à BBC
O British Academy Film Awards (BAFTA) está enfrentando uma crise após a renúncia do produtor independente Jonte Richardson, integrante do júri de talentos emergentes. A decisão de Richardson foi tomada em protesto contra a forma como a organização e a BBC lidaram com um insulto racista ocorrido durante a cerimônia de premiação.
O episódio envolveu o ativista John Davidson, que tem Síndrome de Tourette e é tema do documentário “I Swear”. Durante a cerimônia, ele proferiu uma ofensa racista, que foi transmitida ao vivo pela BBC. A emissora foi criticada por não ter editado o trecho antes da transmissão, apesar de ter tido cerca de duas horas de atraso.
Repercussão do Episódio
A deputada trabalhista Dawn Butler questionou o diretor-geral da BBC, Tim Davie, sobre a decisão editorial. Ela apontou contradição no fato de a frase “Palestina livre” ter sido removida da transmissão, enquanto o insulto racista foi mantido. A líder conservadora Kemi Badenoch também criticou a emissora e classificou a não edição do termo como um “erro horrível”.
Richardson classificou a condução do caso como “totalmente imperdoável” e afirmou que a instituição falhou em proteger a dignidade de convidados e membros negros. Ele também acusou o BAFTA de manter um histórico de “racismo sistêmico”.
- O BAFTA pediu desculpas formalmente e assumiu “total responsabilidade” pelo episódio.
- Davidson se manifestou, dizendo estar “profundamente mortificado” com a possibilidade de suas falas terem sido interpretadas como intencionais.
- A Síndrome de Tourette é um transtorno neurológico que faz a pessoa ter “tiques”, ou seja, movimentos ou sons involuntários que ela não consegue controlar.
O episódio gerou críticas contra a BBC e o BAFTA, com muitos questionando a forma como a situação foi lidada. A renúncia de Richardson é um sinal de que a crise está longe de ser resolvida.
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