Nova CNH: o que mudou na habilitação para motos?
A nova regulamentação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) trouxe mudanças significativas para o processo de habilitação para motos, conhecida como Categoria A.
Uma das principais mudanças é a flexibilidade no processo teórico, que agora pode ser realizado de forma online e gratuita, sem carga horária mínima, por meio do aplicativo CNH do Brasil. O curso teórico, que antes tinha 45 horas obrigatórias, agora pode ser concluído em ritmo individual, com acesso a videoaulas, podcasts e simulados.
Além disso, a prova teórica também ganhou flexibilidade e pode ser aplicada de forma remota, sem limite de tentativas e sem a cobrança adicional na segunda prova.
Já na parte prática, a mudança mais significativa foi a redução da carga horária mínima de 20 para apenas 2 horas-aula. O candidato pode optar por realizar mais aulas, se desejar, e tem liberdade para escolher ou trocar de instrutor.
Outras mudanças incluem:
- A possibilidade de usar a própria moto, desde que esteja em conformidade com as normas de segurança do Código de Trânsito Brasileiro;
- A não exigência de duplo comando de freio e embreagem, bastando a identificação como veículo de aprendizagem;
- A mudança no sistema de avaliação para obtenção da habilitação como condutor de moto, que agora gera pontuação proporcional à gravidade de cada infração, permitindo que o candidato seja aprovado mesmo com até 10 pontos acumulados.
No entanto, uma questão polêmica envolve a realização do exame prático para motos, que não menciona mais a obrigatoriedade de pistas específicas para motocicletas, conhecidas como motopistas. Isso abre espaço para que os Detrans estaduais definam os locais de aplicação, o que gerou preocupação entre especialistas e representantes de autoescolas.
Em resumo, as mudanças na habilitação para motos visam tornar o processo mais flexível e acessível, mas também geram preocupações sobre a segurança e a qualidade do treinamento.
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