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Astrônomos acompanham em tempo real detritos de foguete que explodiu na atmosfera

Astrônomos Acompanham em Tempo Real Detritos de Foguete que Explodiu na Atmosfera

Um ano após a reentrada descontrolada do estágio superior de um foguete Falcon 9, da SpaceX, na atmosfera, astrônomos compartilharam os detalhes de como detectaram a poluição gerada por esse evento na alta atmosfera. O estudo, publicado na revista Communications Earth & Environment, descreve como os pesquisadores utilizaram um equipamento Lidar de fluorescência de ressonância para identificar elementos químicos na mesosfera e na baixa termosfera.

Os pesquisadores detectaram uma pluma estreita de detritos contendo uma concentração de átomos de lítio até dez vezes superior ao valor de fundo típico da região. A densidade máxima observada chegou a 31 átomos/cm³, contra cerca de 3 átomos/cm³ antes da chegada da pluma. Utilizando um modelo de circulação atmosférica, os pesquisadores simularam 8 mil trajetórias de detritos e convergiram para uma área sobre o oeste da Irlanda, onde o estágio superior do Falcon 9 iniciou sua reentrada.

Por que Medir Lítio?

O lítio é um elemento raro em meteoritos condríticos, mas comum em estruturas de espaçonaves e estágios de foguete. Um único estágio superior de Falcon 9 pode conter cerca de 30 kg de lítio em suas paredes estruturais. A entrada natural diária de lítio proveniente de poeira cósmica é estimada em apenas 80 gramas, tornando o elemento um marcador sensível de contribuição antropogênica.

Os impactos ambientais da injeção crescente de metais na alta atmosfera permanecem incertos. No entanto, trabalhos recentes já detectaram partículas estratosféricas contendo metais em proporções compatíveis com ligas de espaçonaves, levantando preocupações sobre impactos na química do ozônio, na formação de aerossóis e no balanço radiativo global.

  • Os efeitos ambientais da injeção crescente de metais na alta atmosfera permanecem incertos.
  • A composição dos detritos artificiais é diferente da dos meteoritos naturais.
  • A “Nova Era Espacial” é marcada pelo lançamento de megaconstelações comerciais em órbita baixa.

O estudo alemão demonstra que é possível identificar e rastrear, a partir do solo, a assinatura química de um evento específico de reentrada de foguetes e satélites. Isso abre caminho para um sistema de vigilância atmosférica capaz de monitorar a crescente “pegada metálica” da atividade espacial.

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