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Osso achado na Espanha pode ser primeiro vestígio de elefantes de Aníbal

Descoberta Arqueológica na Espanha

Um fragmento ósseo encontrado na região sul da Espanha pode ser a primeira evidência física concreta de que tropas cartaginesas utilizaram elefantes em campanhas militares na Europa antiga. A peça, identificada como parte do pé de um elefante, foi desenterrada em um sítio arqueológico próximo a Córdoba e pode estar relacionada às forças comandadas por Aníbal durante as Guerras Púnicas.

Contexto Histórico

Aníbal, considerado um dos comandantes mais bem-sucedidos da Antiguidade, liderou forças de Cartago contra a República Romana nas chamadas Guerras Púnicas, travadas entre 264 e 146 a.C. De acordo com a tradição histórica, em 218 a.C., o general teria conduzido 37 elefantes através dos Alpes rumo à Península Itálica, em uma manobra estratégica que marcou a Segunda Guerra Púnica.

A descoberta aconteceu na Colina de los Quemados, área associada a um contexto de destruição durante a Idade do Ferro. A datação por radiocarbono indicou que o animal viveu entre o final do século 4 e o início do século 3 a.C., período que coincide com a Segunda Guerra Púnica.

Análise Científica

Para confirmar a natureza do achado, a equipe comparou o osso carpiano com espécimes de elefantes modernos e de mamutes-da-estepe. A morfologia indicou que o fragmento pertenceu de fato a um elefante. Contudo, o grau de degradação impediu a identificação da espécie exata.

Os cientistas também consideraram hipóteses alternativas para explicar a presença do osso na região, mas a datação obtida por radiocarbono não se alinha adequadamente a esses cenários, fortalecendo a associação com o contexto púnico.

Conclusão

Embora o fragmento não possa ser vinculado diretamente a um dos animais que cruzaram os Alpes, os autores do estudo destacam seu valor simbólico e científico. A peça pode representar a primeira evidência conhecida associada aos animais utilizados nas guerras romano-púnicas pelo controle do Mediterrâneo.

  • A descoberta preencherá uma lacuna entre a tradição literária e a evidência material.
  • Oferecerá respaldo arqueológico a um dos episódios mais emblemáticos da história militar antiga.
  • Fortalecerá a interpretação de que o elefante teria sido levado à região em contexto militar.

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