O Impacto do Silêncio no WhatsApp no Cérebro Humano
Quando enviamos uma mensagem no WhatsApp e vemos os dois tiques azuis, mas não recebemos resposta, é comum sentir uma sensação de inquietação. Isso pode ser mais do que apenas uma reação emocional, pois o cérebro humano pode interpretar esse silêncio como uma rejeição social, ativando áreas cerebrais semelhantes às envolvidas na dor física.
De acordo com a psicóloga clínica Ana Carolina Silva Rodrigues, o cérebro busca previsibilidade e segurança, e quando o ambiente promove uma desestabilização nesse sentido, o sistema nervoso emite um alerta, aumentando a ansiedade e a sobrecarga emocional. Além disso, a dopamina e o cortisol desempenham um papel importante nesse processo, pois a interrupção do ciclo de recompensa da dopamina e o aumento do cortisol podem levar a uma sensação de rejeição e ansiedade.
Como o Silêncio no WhatsApp Afeta o Cérebro
- O silêncio no WhatsApp pode ser interpretado como uma rejeição social, ativando áreas cerebrais semelhantes às envolvidas na dor física.
- A interrupção do ciclo de recompensa da dopamina e o aumento do cortisol podem levar a uma sensação de rejeição e ansiedade.
- Recursos como “visto por último” e confirmação de leitura podem intensificar a ansiedade, pois transformam pausas naturais na conversa em indicadores de rejeição.
Além disso, o cérebro tende a preencher as lacunas de informação com projeções negativas, o que pode levar a cenários catastróficos. A ausência de comunicação não verbal, como tom de voz e expressão facial, também pode ampliar esse efeito.
Como Lidar com a Angústia da Espera
Para lidar com a angústia da espera, é importante mudar o foco e entender que o silêncio do outro não é um julgamento sobre quem somos, mas apenas um reflexo da vida dele. Além disso, é preciso rever a postura defensiva que muitas relações digitais vêm assumindo e evitar a performatização, que pode levar a uma carapaça emocional.
Em vez de transformar o “visualizado” em prova de desinteresse, é importante enxergar o silêncio como parte natural da vida do outro, e não como medida do próprio valor. Com isso, podemos evitar o sofrimento a qualquer custo e empobrecer os vínculos, e em vez disso, cultivar relações mais reais e sinceras.
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