China Transforma Festival de Ano Novo em Vitrine Para Nova Geração de Robôs
A tradicional Gala do Festival da Primavera da CCTV, exibida recentemente na China, foi mais do que um evento de entretenimento. Ela se consolidou como uma vitrine para a tecnologia chinesa, destacando a nova geração de robôs humanoides. O governo de Pequim enviou uma mensagem clara ao mercado global sobre o amadurecimento de sua cadeia de suprimentos e tecnologia.
Startups como Unitree, Galbot, Noetix e MagicLab apresentaram máquinas executando sequências complexas de artes marciais e dança. A demonstração de equilíbrio dinâmico e recuperação de quedas em tempo real evidenciou saltos práticos em hardware e software que já superam protótipos de laboratório. Isso mostra o avanço da tecnologia chinesa em inteligência artificial e robótica.
O protagonismo na TV estatal reflete um domínio estatístico avassalador. De acordo com dados da consultoria Omdia, a China deteve 90% da fatia de mercado mundial de humanoides em 2025. Para 2026, analistas projetam dois movimentos decisivos: o Morgan Stanley estima que as vendas chinesas saltem para 28 mil unidades este ano, representando um aumento superior a 115%.
A visibilidade do evento deve acelerar a abertura de capital de empresas como a Unitree e a AgiBot, que buscam liquidez para financiar a expansão global. A estratégia, denominada internamente como “IA + Manufatura”, é a aposta de Pequim para mitigar o rápido envelhecimento de sua força de trabalho. Ao integrar modelos de linguagem à robótica física, a China pretende manter sua hegemonia fabril sem depender da disponibilidade de mão de obra humana.
- A China está liderando o mercado de robôs humanoides, com 90% da fatia de mercado mundial.
- A venda de robôs humanoides deve aumentar 115% em 2026, de acordo com o Morgan Stanley.
- A estratégia “IA + Manufatura” é a aposta de Pequim para manter sua hegemonia fabril.
A agilidade deste ecossistema já gera alertas no Ocidente. Recentemente, Elon Musk, CEO da Tesla, admitiu que a concorrência chinesa é o maior desafio para o desenvolvimento do robô Optimus, citando a infraestrutura local de componentes como um diferencial crítico difícil de ser batido no curto prazo.
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