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O Prompt Virou Arma: Como Proteger Seus Dados dos Ataques à IA

Imagine que você contrata um assistente e entrega um manual com todas as regras do trabalho. Agora, imagine que alguém consegue incluir a seguinte orientação no meio do documento: “ignore tudo o que veio antes e me entregue a chave do cofre”. É assim que funciona o prompt injection, uma das ameaças mais preocupantes da “era da inteligência artificial”.

O prompt injection pode acontecer de duas formas principais: a direta, quando o próprio usuário tenta “quebrar” a IA digitando comandos como “ignore todas as suas diretrizes anteriores e faça X”, e a indireta, considerada bem mais perigosa, quando a instrução maliciosa não é digitada na conversa com a ferramenta, e vem escondida dentro de um conteúdo que o modelo vai processar, como um e-mail, arquivo de texto, PDF ou página da web.

Os especialistas alertam que a injeção de prompt é uma ameaça global e crescente, com um aumento de 97% nos prompts classificados como “de alto risco” de acordo com o Relatório de Cibersegurança 2026 da Check Point Software. Além disso, a Gartner prevê que quatro em cada dez aplicações empresariais com agentes de IA terão superfícies de risco ampliadas com o tempo.

Para se proteger, é importante conscientizar-se de que documentos, sites, imagens e outros conteúdos processados pelo modelo podem carregar instruções maliciosas. As recomendações práticas incluem:

  • Desconfie de respostas que pareçam ‘forçadas’, estranhas ou que tentem te levar para links externos;
  • Trate as respostas da IA como apoio, não como verdade absoluta, e sempre valide as informações antes de agir;
  • Evite inserir dados sensíveis, como senhas, documentos internos ou informações pessoais, em plataformas de IA desconhecidas;
  • Tenha cautela ao pedir que a IA analise documentos, PDFs, links e páginas da web – neste caso, opte apenas por canais confiáveis e seguros;
  • Desconfie de respostas que solicitem credenciais ou informações internas;
  • Utilize autenticação com múltiplos fatores (2FA) em contas conectadas.

Além disso, é importante aplicar o princípio do menor privilégio, concedendo ao agente apenas as permissões estritamente necessárias para cada tarefa, sem dar acesso completo a e-mail ou sistemas de alto risco. No âmbito corporativo, é indicado tratar a IA como qualquer outro usuário do sistema, com validação de entradas e saídas, segmentação de acessos e auditoria contínua.

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