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Jogo ajuda crianças com câncer a entender e enfrentar o tratamento

Jogo ajuda crianças com câncer a entender e enfrentar o tratamento

Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e do Hospital de Clínicas de Porto Alegre desenvolveu uma ferramenta inovadora para apoiar o cuidado de crianças com câncer. Trata-se de uma escala de letramento em saúde integrada ao jogo digital “Piratas das Estrelas”, criada para avaliar e promover a compreensão das crianças sobre sua condição de saúde.

A proposta une avaliação psicométrica e recursos pedagógicos em um formato acessível ao público infantil, especialmente a crianças com leucemia linfoide aguda (LLA). A psicometria busca traduzir aspectos subjetivos, como compreensão e percepção, em dados mensuráveis e comparáveis.

Como funciona o jogo

O instrumento se baseia em quatro domínios:

  • Conhecimento sobre o câncer, tratamento e efeitos colaterais
  • Autocuidado e hábitos saudáveis
  • Emoções e suporte

A escala foi incorporada ao jogo por meio de 12 perguntas objetivas e interativas, que acompanham a narrativa e o avanço das fases. O jogo foi estruturado em capítulos e minigames, cada um correspondendo a um dos domínios da escala.

Segundo Guilherme Kayser Prates, da UFCSPA e um dos autores do artigo, “a linguagem foi adaptada para o universo simbólico das crianças, transformando conceitos complexos em representações visuais — como as células cancerígenas, que no jogo aparecem como “monstrinhos” a serem combatidos”.

Benefícios do jogo

O letramento em saúde ajuda as crianças a compreender e usar informações sobre sua própria condição, favorecendo a tomada de decisões e o protagonismo no tratamento. Isso contribui para reduzir o sofrimento emocional, aumentar o senso de controle e melhorar a adesão ao regime terapêutico.

O próximo passo do grupo é lançar o jogo de forma gratuita nas principais plataformas digitais. Em paralelo, os pesquisadores planejam comparar resultados entre crianças que utilizam a escala e aquelas que não a utilizam, para avaliar o impacto do instrumento na compreensão e nos desfechos educacionais e de saúde.

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