A História de “Tristezas do Jeca”: 100 Anos de Sofrência Sertaneja
A toada “Tristezas do Jeca”, composta por Angelino de Oliveira em 1918, é uma das mais belas e tristes modas do universo sertanejo. A primeira gravação com letra da música foi feita por Patrício Teixeira em 1926, e desde então, ela nunca mais saiu da memória afetiva sertaneja do Brasil.
A música não era inédita em 1926, pois já havia sido gravada instrumentalmente pela Orquestra Brasil América em 1924. No entanto, foi a gravação de Patrício Teixeira que deu vida aos versos melancólicos da toada. A interpretação do cantor, no entanto, não exprimiu a melancolia entranhada nos versos, e a repercussão da música foi moderada.
Foi somente em 1937, com a gravação de Paraguassu, que a sofrência do Jeca saltou aos ouvidos do público. E em 1947, com a gravação de Tonico & Tinoco, que a toada ganhou um novo significado e se tornou uma das mais lindas canções do gênero.
Uma História de Sucesso
Desde então, “Tristezas do Jeca” foi gravada por muitos artistas, incluindo Inezita Barroso, Sérgio Reis, Luiz Gonzaga, Ney Matogrosso, Almir Sater, Pena Branca & Xavantinho, Zezé Di Camargo & Luciano, Chitãozinho & Xororó e Maria Bethânia. Cada uma dessas gravações deu um toque único à música, mas a essência da sofrência sertaneja permaneceu intacta.
A toada “Tristezas do Jeca” é um exemplo de como a música pode transcender o tempo e se tornar uma parte integral da cultura de um povo. Com sua letra poética e melodia triste, ela continua a emocionar e inspirar gerações de ouvintes.
- A primeira gravação com letra de “Tristezas do Jeca” foi feita por Patrício Teixeira em 1926.
- A música foi composta por Angelino de Oliveira em 1918.
- A toada é considerada uma das mais belas e tristes modas do universo sertanejo.
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