Descoberta de Substâncias contra Câncer de Cérebro
Um estudo recente publicado na revista científica ACS Omega apresenta novas substâncias ativas contra o câncer de cérebro, desenvolvidas por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP). Essas substâncias foram criadas com base em um quimioterápico conhecido e testadas em linhagens de glioma e glioblastoma, dois tipos agressivos de câncer que acometem o sistema nervoso central.
Os resultados indicam que duas das substâncias testadas apresentam um grande potencial na busca por novos medicamentos oncológicos. A pesquisadora Luciana Costa Furtado explica que as substâncias foram desenvolvidas a partir de modificações em uma molécula de quimioterápico, com o objetivo de inibir as histonas desacetilases (HDACs), proteínas presentes em diferentes tipos de tumor.
Métodos de Teste
Os testes foram realizados em várias etapas, incluindo:
- Testes de citotoxicidade em duas linhagens celulares de câncer de cérebro
- Testes em outras duas linhagens de células de câncer mais agressivas
- Testes em uma linhagem de células-tronco de glioblastoma
- Testes computacionais que simulam o comportamento dos fármacos dentro do organismo
Os resultados mostraram que as substâncias apresentam um perfil farmacocinético favorável, o que significa que elas atingiriam o seu local de ação em quantidade suficiente para produzir o resultado esperado, que é a morte das células tumorais.
Colaboração e Resultados
A pesquisa se destaca pelo envolvimento de cientistas de diferentes áreas e instituições, incluindo a Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, o Instituto de Ciências Biomédicas da USP, a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Groningen na Holanda e a Universidade de Tubingen na Alemanha.
A colaboração entre os pesquisadores permitiu atingir resultados tão promissores para o desenvolvimento de novo fármacos. A pesquisadora Luciana Costa Furtado destaca a multidisciplinaridade como ponto forte de sua tese de doutorado.
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