Disputa Judicial de Ana Furtado Encerrada após Uma Década
A apresentadora e atriz Ana Furtado finalmente encerrou, em março de 2025, uma longa disputa judicial que se estendeu por quase uma década. A questão envolvia a compra de uma sala comercial no empreendimento One World Offices, localizado na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
O processo havia sido iniciado em 2015, após Ana Furtado adquirir o imóvel em junho de 2011, pelo valor de R$ 224.698,05, com previsão de entrega para julho de 2014. No entanto, o imóvel não foi entregue dentro do período estipulado, o que motivou o ajuizamento da ação contra as empresas MTT 300 – Administração e Participações S.A. e Brookfield Rio de Janeiro Empreendimentos Imobiliários S.A..
O espaço seria utilizado para a instalação de uma clínica de dermatologia, estética e saúde, projeto que acabou sendo impactado pelo atraso. Segundo a ação, a apresentadora teve de alugar outro espaço para viabilizar o funcionamento do negócio, arcando com custos adicionais de locação, obras de adaptação e instalação de equipamentos.
Desfecho do Processo
Em primeira instância, a Justiça reconheceu o atraso na entrega do imóvel e determinou a rescisão do contrato, além da devolução de 90% dos valores pagos, pagamento de multa contratual e indenização por danos morais. As duas partes recorreram da decisão.
Ao analisar os recursos, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro aplicou as normas do Código de Defesa do Consumidor e entendeu que o atraso ultrapassou o prazo contratual e o período de tolerância previsto, garantindo à compradora o direito à rescisão do contrato e à restituição dos valores pagos.
Os principais pontos do desfecho do processo incluem:
- A rescisão do contrato de compra do imóvel;
- A devolução de 90% dos valores pagos;
- O pagamento de multa contratual;
- A indenização por danos morais;
- O encerramento da ação após a homologação do acordo entre as partes.
Com o acordo firmado, Ana Furtado encerra um capítulo marcado por frustrações e custos adicionais, mas que também evidencia a relevância da Justiça na resolução de conflitos entre consumidores e empresas.
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