Expedição Científica Descobre 25 Espécies Inéditas na Costa da Argentina
Uma expedição liderada por pesquisadores argentinos realizou uma descoberta significativa nas profundezas do Atlântico Sul. A bordo do navio R/V Falkor, a equipe percorreu a plataforma continental da Argentina, documentando uma biodiversidade maior do que se imaginava.
Com o apoio do veículo operado remotamente ROV SuBastian, os cientistas identificaram ao menos 25 espécies de animais possivelmente novas para a ciência, incluindo vermes, corais, ouriços-do-mar, caramujos e anêmonas. Essa descoberta é um exemplo de como a investigação científica pode levar a novas descobertas e avanços no conhecimento.
Ecossistemas Extremos
Entre os principais achados está o maior recife conhecido do coral de águas frias Bathelia candida já registrado em outros oceanos. Com cerca de 0,4 km², o recife funciona como habitat essencial para peixes, crustáceos e polvos, sendo classificado como um Ecossistema Marinho Vulnerável.
- Recife de coral de águas frias Bathelia candida
- Jardins de Paragorgia arborea
- Grandes esponjas em fossas profundas
- Água-viva-fantasma gigante (Stygiomedusa gigantea)
Além disso, os pesquisadores observaram um “whale fall” documentado em águas profundas argentinas, a 3.890 metros de profundidade. A carcaça de uma baleia no fundo do mar sustenta um ecossistema temporário que pode durar décadas, alimentando desde grandes necrófagos até microrganismos especializados.
A expedição também encontrou sinais claros da presença humana, incluindo redes de pesca, sacos plásticos e até uma fita VHS com rótulo em coreano. Isso reforça a urgência de proteger o oceano profundo, que é vulnerável aos impactos humanos.
Os achados da expedição permitem uma melhor compreensão da conectividade desses ambientes e sua sensibilidade aos impactos humanos. É fundamental proteger o oceano profundo, que concentra 98% do espaço habitável do planeta e é tão rico em vida quanto a terra firme.
Este conteúdo pode conter links de compra.
Fonte: link