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Sina de Ofélia: entenda a reviravolta da música de IA que agora é copiada por humanos

Sina de Ofélia: A Reviravolta da Música de IA

A música “Sina de Ofélia” tem sido um fenômeno nas plataformas de música e redes sociais, com dezenas de versões brasileiras do hit “The Fate of Ophelia” de Taylor Swift. A primeira “Sina de Ofélia” viralizou como meme, criada a partir de ferramentas de inteligência artificial (IA) que transformaram o hit em um pop abrasileirado, com pegada de samba e funk.

A letra manteve a essência da original, mas aproximou sua linguagem aos ouvidos nacionais. Já o vocal de Taylor foi trocado pelos de Luísa Sonza e Dilsinho, ou quase isso: a IA imitou suas vozes. O uso de voz sem autorização pode render problemas judiciais, mas nem Luísa, nem Dilsinho se mostraram incomodados com o fato de terem tido seus vocais “roubados”.

Os cantores deram apoio à música, e não demorou muito para a faixa ganhar videoclipes de IA. Com mais de 1,5 milhão de visualizações, um deles mostra sósias de Luísa e Dilsinho — ela vestida de princesa, e ele de príncipe. Diante de um castelo, os cantores encenam um drama romântico que parece ter saído de um conto de fadas.

  • Semanas após seu surgimento, “Sina de Ofélia” foi removida do Spotify e do YouTube, mas logo voltou às plataformas — e dessa vez, com maior influência, ganhando dezenas de versões.
  • Sertanejo, disco, EDM, forró, pagode baiano, R&B e trap são só alguns exemplos dos gêneros que diferenciam as versões entre si.
  • Há também faixas com réplicas de vocais de cantores como Felipe Amorim e Duda Kropf.

Artistas de carne e osso têm entrado na onda de “Sina de Ofélia”, trabalhando sobre a faixa de IA e dando humanidade à canção ao inserir gogó verdadeiro, produção de beats e instrumentos reais. No entanto, os cantores mantiveram a base melódica e a letra de IA em suas gravações. Ou seja: artistas copiaram uma obra de IA.

O advogado Gustavo Deppe, especializado em direito autoral na música, afirma que “essas músicas de IA são versões não autorizadas de ‘The Fate of Ophelia’. Elas não são plágios, porque ‘plágio’ seria se elas estivessem se passando por outra coisa mesmo sendo idênticas à música da Taylor”.

O Spotify e o YouTube têm medidas para combater a violação de direitos autorais, incluindo a remoção de conteúdo que infrinja os direitos dos detentores de direitos autorais. No entanto, o mercado da música é informal, e muitas músicas sem autorização ficam no ar e fazem sucesso.

A música “Sina de Ofélia” também inspirou a criatividade artística para novas versões produzidas por mente humana, como “Não sou Amélia”, da cantora paraense Tempestade do Melody. A faixa, que viralizou nas redes, tem a cara do rock doido, movimento de tecnobrega que explodiu em 2025.

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