A Praga de Justiniano: Recriando a Primeira Pandemia da História
A descoberta de uma vala comum na antiga cidade de Jerash, na Jordânia, está ajudando a recriar a primeira pandemia registrada na história, a Praga de Justiniano. Essa pandemia, que ocorreu no século 6, foi um surto de peste bubônica que devastou a região do Mar Mediterrâneo, matando pelo menos 25 milhões de pessoas.
Um novo estudo, liderado por pesquisadores da Universidade do Sul da Flórida, analisou evidências arqueológicas e biológicas da pandemia para entender melhor o impacto da Praga de Justiniano. A equipe de pesquisa queria ir além da identificação do patógeno e focar nas pessoas afetadas, quem eram, como viviam e como era a morte durante a pandemia em uma cidade real.
A Vala Comum de Jerash
A vala comum encontrada em Jerash é considerada a primeira grande vala comum usada para enterrar os mortos dessa pandemia. Acredita-se que centenas de pessoas foram enterradas no mesmo local em um intervalo de dias. A análise dos restos humanos e dos artefatos encontrados no local forneceu informações valiosas sobre a vida e a morte durante a pandemia.
Algumas das principais descobertas incluem:
- A presença de diferentes origens e padrões genéticos entre as pessoas enterradas, o que sugere que a pandemia afetou pessoas de diferentes regiões.
- A falta de cerimônia e ritual nas sepulturas, o que indica que a cidade estava sobrecarregada com a quantidade de mortos.
- A importância de considerar as pandemias como eventos sociais, e não apenas biológicos, pois elas revelam quem é vulnerável e por quê.
O estudo destaca a importância de entender as pandemias como eventos de saúde humana vivenciados por pessoas reais, e não apenas como surtos registrados em textos. Além disso, a pesquisa mostra como as doenças se cruzam com a vida diária, a mobilidade e a vulnerabilidade, e como esses padrões ainda moldam a forma como as doenças afetam as sociedades hoje em dia.
Este conteúdo pode conter links de compra.
Fonte: link