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Dormir em capítulos: conheça o sono polifásico e o que a ciência diz sobre ele

Dormir em capítulos: conheça o sono polifásico e o que a ciência diz sobre ele

O sono polifásico é um padrão de sono que consiste em dividir o descanso em múltiplos períodos ao longo de 24 horas. Em vez de o sono ocorrer em um único bloco contínuo, como no modelo monofásico tradicional, o sono polifásico é dividido em várias “sonecas” ao decorrer do dia.

Existem pelo menos quatro padrões descritos de sono polifásico: o bifásico, com dois períodos de sono diários; o everyman, que combina um sono noturno reduzido com cochilos curtos ao decorrer do dia; o uberman, formado apenas por sonecas de 20 a 30 minutos ao longo do dia sem um sono principal; e o dymaxion, que se resume a quatro cochilos de meia hora, totalizando apenas duas horas de descanso diário.

O sono polifásico existe para quem?

Segundo Rosana Cardoso Alves, vice-coordenadora do departamento científico de sono da Academia Brasileira de Neurologia, todo ser humano vivencia o sono polifásico em algum momento da vida. “Nos primeiros meses de vida, o sono polifásico é normal na espécie humana. Bebês apresentam ciclos curtos: acordam para mamar e voltam a dormir”, afirma.

Na vida adulta, o sono polifásico também é comum entre trabalhadores que atuam em turnos. Nessas situações, especialistas apontam que o acompanhamento médico é fundamental, já que o risco de sonolência e fadiga é elevado.

Existem benefícios no sono polifásico?

Apesar de adeptos dizerem que ele traz benefícios, como aumentar a disponibilidade da pessoa para outras atividades durante o dia, não há estudos científicos que atestem que o sono polifásico apresente benefícios para a saúde. Ao contrário, a prática é desaconselhada por especialistas.

Um artigo publicado pela National Sleep Foundation em 2021 mostrou que o sono polifásico aumenta os riscos para problemas de saúde física e mental. Isso ocorre porque enquanto no sono monofásico, o organismo percorre de forma contínua os estágios do sono, respeitando a organização fisiológica ditada pelo ritmo circadiano; no sono polifásico, essas fases são fragmentadas, o que pode comprometer a arquitetura normal do sono.

Quais os riscos do sono polifásico?

Luciana Palombini, médica especialista em sono, explica que dormir menos do que o necessário provoca prejuízos cognitivos, como falhas de memória e dificuldade de concentração, além de piorar o humor e aumentar o risco de diversas doenças.

Pesquisas apontam que o sono fragmentado e insuficiente está relacionado a alterações metabólicas, maior risco cardiovascular, prejuízos imunológicos, mudanças de humor e maior probabilidade de desenvolver ansiedade e depressão.

O que é recomendado?

O sono contínuo (monofásico) de 7 a 8 horas permanece como o padrão ouro recomendado pela medicina do sono para adultos. A National Sleep Foundation recomenda a seguinte quantidade de descanso diário, a depender da idade:

  • Recém-nascido (0 a 3 meses): de 14 a 17 horas de sono por dia
  • Bebê (4 a 11 meses): de 12 a 15 horas de sono por dia
  • Primeira infância (1 a 2 anos): de 11 a 14 horas de sono por dia
  • Idade pré-escolar (3 a 5 anos): de 10 a 13 horas por dia
  • Idade escolar (6 a 13 anos): de 9 a 11 horas de sono por dia
  • Adolescentes (14 a 17 anos): de 8 a 10 horas por dia
  • Jovem adulto (18 a 25 anos): de 7 a 9 horas por dia
  • Adulto (26 a 64 anos): de 7 a 9 horas por dia
  • Idoso (a partir de 65 anos): de 7 a 8 horas por dia

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