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Catto renasce como Vênus ao amplificar a potência de ‘Caminhos selvagens’ em show ardente com gozos e cicatrizes

Catto Renasce como Vênus em “Caminhos Selvagens”

O show “Caminhos selvagens” de Catto, apresentado no Teatro Riachuelo no Rio de Janeiro, marca o renascimento da cantora como uma artista autêntica e poderosa. Após dois anos do show e disco “Belezas são coisas acesas por dentro”, que homenageou Gal Costa, Catto retorna ao seu trilho autoral com o álbum “Caminhos selvagens” (2025), que apresenta um repertório confessional e intensamente pessoal.

No show, Catto amplifica a potência da sonoridade do indie rock que caracteriza o álbum, produzido por ela mesma, Fabio Pinczowski e Jojô Augusto. A partir da primeira música, “Eu não aprendi a perdoar” (2025), Catto demonstra sua postura performática e alcance vocal, que a tornou conhecida nos anos 2010 com o álbum “Fôlego” (2011). A indústria fonográfica tentou limitar sua voz com covers e fórmulas comerciais, mas Catto conseguiu escapar desse jugo e, desde o álbum “Tomada” (2015), tomou as rédeas de sua discografia.

O show “Caminhos selvagens” é um testemunho dessa liberdade criativa, com músicas que ganham força em cena, como “Solidão é uma festa” (2015), graças ao calor da apresentação e à banda potente que a acompanha. A cantora se sente à vontade em seu trilho pavimentado por amor e sexo, e se deixa levar por uma pulsão erótica que se ajusta perfeitamente à libertária “Canção de engate” (1984), de António Variações.

Entre gozos e cicatrizes do amor, Catto expõe sua alma em cena, com músicas que adquirem contornos épicos, como “Madrigal” e a composição-título “Caminhos selvagens”. O show também inclui três músicas do trabalho anterior, como “Nada mais” (Stevie Wonder, 1980), “Negro amor” (Bob Dylan, 1965) e “Vaca profana” (Caetano Veloso, 1984), que se afinam com a quentura do show.

  • A boa surpresa foi a apresentação de “Bad girl” (Madonna, Shep Pettibone e Anthony Shimkin), música do repertório de Madonna, que se encaixa perfeitamente no tema do show.
  • Catto não quer mais pouco e oferece muito na cena ardente de “Caminhos selvagens”, entre gozos e cicatrizes do amor.
  • O show “Caminhos selvagens” é um testemunho da liberdade criativa e da autenticidade de Catto como artista.

Com uma banda potente e uma apresentação turbinada por dores e emoções reais, Catto eletriza o público do Teatro Riachuelo na estreia do show “Caminhos selvagens” no Rio. O show é um renascimento para a cantora, que se apresenta como uma artista autêntica e poderosa, pronta para oferecer muito na cena musical.

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