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Prevenção, rastreamento e novos avanços ampliam chances de controle do câncer de colo de útero

Prevenção, Rastreamento e Novos Avanços no Controle do Câncer de Colo de Útero

O câncer de colo do útero é um dos tumores mais incidentes entre as mulheres no Brasil, representando um importante desafio de saúde pública. No entanto, é um câncer que pode ser prevenido e controlado com a combinação de vacinação contra o HPV, rastreamento gradual e tratamento precoce das lesões precursoras.

De acordo com a oncologista Alessandra Morelle, da Oncoclínicas RS, a prevenção é a chave para reduzir a incidência e a mortalidade pela doença. “O ponto central é que estamos falando de um câncer que pode, em grande parte, ser evitado. Quando conseguimos prevenir a infecção persistente pelo HPV ou identificar precocemente as alterações causadas por ele, as chances de cura são extremamente altas”, explica a especialista.

Algumas das principais estratégias de prevenção incluem:

  • Vacinação contra o HPV, recomendada rotineiramente para meninas e meninos de 9 a 14 anos;
  • Rastreamento gradual com o teste molecular de DNA-HPV, que detecta diretamente a presença do vírus de alto risco;
  • Tratamento precoce das lesões precursoras, que pode ser feito em nível ambulatorial com procedimentos para retirada de tecidos anormais.

Além disso, é importante estar atento aos sinais de alerta, como sangramento fora do período menstrual ou após a relação sexual, corrimento persistente e dor pélvica. A especialista ressalta que a maioria das infecções por HPV é transitória, mas a probabilidade aumenta quando há persistência do vírus de alto risco, especialmente em associação a fatores como o tabagismo.

O tratamento do câncer de colo do útero depende do estágio em que a doença é diagnosticada. Lesões precursoras podem ser tratadas em nível ambulatorial, enquanto nos estágios iniciais, o tratamento pode incluir cirurgia e/ou radioterapia. Nos casos localmente avançados, o padrão é a quimiorradioterapia concomitante, e nos casos de doença recorrente ou metastática, o tratamento pode envolver quimioterapia, terapias antiangiogênicas e imunoterapia.

Com o objetivo de ampliar o acesso à vacinação, ao rastreamento adequado e ao tratamento oportuno, é essencial mudar o cenário atual e reduzir as desigualdades regionais e de acesso aos serviços de saúde. A Oncoclínicas RS, um dos principais grupos dedicados ao tratamento do câncer no Brasil, oferece um modelo hiper especializado e inovador voltado para toda a jornada oncológica do paciente.

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