VoidLink: O Malware Nativo à Nuvem Criado com Inteligência Artificial
Recentemente, pesquisadores de segurança da Check Point Research descobriram um novo framework de malware voltado à nuvem, conhecido como VoidLink, que pode ter funções, loaders e módulos de rootkit customizados, além de dezenas de plugins. O que chama a atenção é que esse malware foi criado quase que completamente com inteligência artificial.
Os pesquisadores conseguiram acessar o código-fonte, as documentações e a estrutura interna do projeto do VoidLink, o que revelou que ele foi criado em apenas uma semana, começando no final de novembro de 2025. O desenvolvedor utilizou um assistente de IA embutido em um ambiente de desenvolvimento (IDE) centrado no uso de inteligência artificial.
Criação do VoidLink
A criação do VoidLink é um exemplo notável de como a inteligência artificial pode ser usada para criar malwares avançados. O desenvolvedor utilizou Desenvolvimento Voltado a Especificações (SDD) para definir os objetivos e limitações do projeto, fazendo a IA gerar um plano de desenvolvimento para uma grande equipe. A documentação retornada pelo TRAE foi a planta baixa do código do malware.
A IA descreveu um esforço entre 16 a 30 semanas para o desenvolvimento, mas, aparentemente, o código ficou funcional dentro de uma semana, com 88.000 linhas de código geradas até o início de dezembro. As especificações dadas pela IA e o código-fonte do malware combinam quase perfeitamente, e os pesquisadores reproduziram com sucesso o fluxo de trabalho sugerido.
Os pesquisadores acreditam que o VoidLink é o primeiro exemplo documentado de um malware avançado gerado por inteligência artificial. Isso pode marcar o início de uma nova era, onde um desenvolvedor com conhecimento técnico consegue, sozinho, criar malwares antes só possíveis com equipes cheias de recursos e muito tempo em mãos.
- O VoidLink é um dos primeiros malwares nativos à nuvem.
- Foi criado com inteligência artificial em apenas uma semana.
- O desenvolvedor utilizou um assistente de IA embutido em um ambiente de desenvolvimento (IDE).
Essa descoberta destaca a importância de estar atento às ameaças cibernéticas e ao papel que a inteligência artificial pode desempenhar na criação de malwares avançados.
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