Fim do Orelhão: Anatel inicia desinstalação dos últimos telefones públicos
A Anatel começou em janeiro a retirada definitiva dos orelhões das ruas brasileiras. Segundo a agência, cerca de 30 mil carcaças de telefones públicos serão removidas de todo o país após o fim das concessões de telefonia fixa.
O ano de 2026 marca o encerramento de uma era que começou em 1971. Os famosos telefones públicos, que chegaram a ser símbolo nacional, se tornaram praticamente obsoletos com a popularização dos celulares.
Remoção progressiva até 2028
A extinção não será imediata em todos os locais. Janeiro marca o início da remoção em massa de carcaças e aparelhos desativados em capitais e grandes centros. Orelhões só devem ser mantidos em cidades onde não há rede de celular disponível. Esses locais terão o serviço preservado apenas até 2028, de acordo com a Anatel.
Algumas operadoras que deixam de ter obrigação legal de manter a infraestrutura incluem:
- Algar
- Claro
- Oi
- Sercomtel
- Telefonica
Com o fim dos contratos, não há mais exigência de operação dos aparelhos. A Anatel determina que as operadoras devem redirecionar recursos para investimentos em redes de banda larga e telefonia móvel como forma de modernizar a infraestrutura de comunicações.
A agência disponibiliza uma ferramenta online para consultar endereços completos de todos os aparelhos ainda ativos no país. O sistema permite que a população localize os últimos orelhões funcionando em cada município.
Quando não houver cartão telefônico disponível, os aparelhos devem permitir ligações locais e nacionais para telefones fixos gratuitamente. No entanto, a produção de cartões foi descontinuada e postos de venda são raríssimos.
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