Pix mais seguro: nova regra de reembolso vira obrigatória em fevereiro
Em fevereiro de 2026, todas as instituições financeiras do Brasil serão obrigadas a adotar o rastreamento estendido do Pix, aprimorando o Mecanismo Especial de Devolução (MED) e permitindo que os bancos bloqueiem valores fraudulentos mesmo que o dinheiro já tenha passado por várias contas.
Essa nova diretriz do Banco Central (BC) visa combater a tática de pulverização de recursos, onde criminosos transferem o dinheiro roubado rapidamente entre diversas contas “laranjas” para dificultar a recuperação. Com a obrigatoriedade, o sistema bancário fecha o cerco contra essas práticas.
Como funciona o novo sistema
O modelo anterior do MED tinha uma limitação técnica que permitia o bloqueio de recursos apenas na primeira conta de destino. No entanto, o novo sistema utiliza a tática do “follow the money” (siga o dinheiro, em inglês), que investiga os rastros do dinheiro e permite que os bancos congelem os valores em qualquer etapa da cadeia de transferências, aumentando as chances de ressarcimento.
Essa atualização chega em um momento de alta nos golpes envolvendo o Pix, com prejuízos de R$ 4,9 bilhões em 2024, 70% a mais do que em 2023. Além disso, a taxa de recuperação de valores contestados em 2025 foi baixa, girando em torno de 9%, o que reforça a necessidade de ferramentas mais agressivas de rastreio.
O que muda para o usuário
Na prática, o procedimento para quem sofreu o golpe não muda. A vítima deve acionar o MED através da área Pix do seu banco o mais rápido possível. É importante ressaltar que o mecanismo é exclusivo para casos de crimes, golpes ou falhas operacionais, e não cobre transferências feitas por engano ou desacordos comerciais entre pessoas físicas.
Além disso, a Receita Federal desmentiu os rumores sobre uma suposta taxação do Pix, esclarecendo que as novas regras de transparência são focadas em fintechs e combate à lavagem de dinheiro, sem criar nenhum imposto sobre as transações dos usuários.
- O Pix não terá taxas;
- O MED é exclusivo para casos de crimes, golpes ou falhas operacionais;
- A taxa de recuperação de valores contestados em 2025 foi baixa, girando em torno de 9%.
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