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Desigualdades na Economia do Patrimônio Cultural

A pesquisa realizada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em conjunto com o Observatório da Economia Criativa da Bahia revela desigualdades significativas na economia do patrimônio cultural no Brasil. Os dados preliminares mostram que apenas 27% dos agentes culturais conseguem sobreviver exclusivamente da atividade, apesar de 46% dedicarem mais de 40 horas semanais ao patrimônio cultural.

Os principais desafios enfrentados pelos agentes culturais incluem a falta de capital de giro, entraves burocráticos e a falta de reconhecimento do valor simbólico dos produtos culturais. Além disso, a desigualdade também se manifesta no acesso às políticas públicas, com seis em cada dez entrevistados nunca tendo acessado benefícios fiscais.

Objetivos e Motivações

As motivações para os agentes culturais realizarem seu trabalho incluem o reconhecimento pela comunidade e a capacidade de gerar renda. Sete em cada dez agentes culturais estão envolvidos com o bem cultural há mais de dez anos e cerca de 80% se percebem como lideranças em relação ao bem cultural em seus territórios.

Os resultados da pesquisa também destacam a importância do estímulo para gerar renda, com os agentes culturais citando o cachê de apresentações culturais e a oferta de aulas e oficinas como as principais fontes de renda.

Principais Conclusões

  • Apenas 27% dos agentes culturais conseguem sobreviver exclusivamente da atividade.
  • 46% dos agentes culturais dedicam mais de 40 horas semanais ao patrimônio cultural.
  • A falta de capital de giro, entraves burocráticos e a falta de reconhecimento do valor simbólico dos produtos culturais são os principais desafios enfrentados pelos agentes culturais.
  • A desigualdade se manifesta no acesso às políticas públicas, com seis em cada dez entrevistados nunca tendo acessado benefícios fiscais.

O objetivo da pesquisa é subsidiar políticas públicas que apoiem a preservação e salvaguarda do patrimônio cultural brasileiro, destacando a importância do setor criativo, que corresponde a 3% do Produto Interno Bruto do país.

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