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Quase 1 em cada 3 mulheres já sofreu violência doméstica ou sexual, diz a OMS

Violência Contra as Mulheres: Um Problema Persistente

A Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou um relatório no fim de 2025 que revela que quase uma em cada três mulheres – 840 milhões – já sofreu violência por parte de um parceiro ou violência sexual ao longo de suas vidas. Essa estatística é alarmante e mostra que o progresso na redução da violência por parte de parceiros íntimos tem sido muito lento, com apenas 0,2% de queda anual nas últimas duas décadas.

O relatório da OMS analisou dados recolhidos entre 2000 e 2023 em 168 países e atualiza estimativas divulgadas em 2021. Além disso, é a primeira vez que o relatório traz dados sobre violência sexual cometida por agressores que não eram parceiros das vítimas, estimando que 263 milhões de mulheres já passaram por esse tipo de situação.

Consequências e Desafios

A violência contra as mulheres é uma das injustiças mais antigas e abrangentes da humanidade, mas ainda é uma das menos abordadas. De acordo com Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor geral da OMS, “nenhuma sociedade pode se considerar justa, segura ou saudável enquanto metade de sua população vive com medo”. Além disso, a OMS chama a atenção para o baixo financiamento de ações voltadas à proteção de meninas e mulheres.

Para conter a violência contra as mulheres, os países devem tomar medidas como:

  • Ampliar programas de prevenção baseados em evidências;
  • Fortalecer serviços de saúde, legais e sociais centrados nas sobreviventes;
  • Investir em sistemas de dados para acompanhar o progresso e alcançar os grupos mais vulneráveis;
  • Fazer cumprir leis e políticas que empoderem mulheres e meninas.

Urgência e Ação

A violência contra as mulheres inflige danos profundos e duradouros que afetam suas vidas, saúde e dignidade. De acordo com Diene Keita, diretora executiva da UNFPA, “devemos agir juntos, e de maneira urgente, para acabar com essa violência e garantir que cada mulher e menina, em toda a sua diversidade, possa exercer seus direitos, realizar seu potencial e contribuir plenamente para sociedades mais justas, igualitárias e prósperas”.

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