Spyware Predator: Uma Análise da Intellexa
Os vendedores de spyware comercial afirmam que seus produtos são utilizados por governos e entidades legais para monitorar crimes, terrorismo e ameaças à segurança nacional. No entanto, uma pesquisa da empresa de segurança Jamf revelou que o software Predator, da Intellexa, possui capacidades de anti-análise que permitem que a empresa monitore o uso da ferramenta pelo usuário.
A equipe da Jamf fez engenharia reversa em uma amostra do spyware de iOS e descobriu ferramentas não documentadas, incluindo uma taxonomia de códigos de erro, um sistema de monitoramento de crashes e um SpringBoard desenhado para evitar que vítimas notem a gravação de sua atividade. Isso sugere que a Intellexa possui muito mais visibilidade e controle sobre os usos da ferramenta do que se acreditava.
Características do Spyware Predator
- O sistema de códigos de erro é o mais significativo, pois ao invés de parar a atividade após a detecção, o Predator relata os erros específicos a um servidor de comando e controle (C2) para diagnosticar o porquê da detecção e como corrigir a falha.
- O servidor de comando e controle (C2) é provavelmente operado pela Intellexa, devido à sofisticação do sistema e ao padrão da atividade.
- O spyware também possui um SpringBoard desenhado para evitar que vítimas notem a gravação de sua atividade.
A falta de transparência nos softwares de monitoramento é um elemento perigoso, tanto para o grande público quanto para os próprios clientes que os empregam. Além disso, a Intellexa não possui site comercial ou maneiras de contato, o que aumenta a preocupação sobre a utilização desses softwares.
É importante notar que os spywares podem ser utilizados em dispositivos como o iPhone, e é fundamental estar ciente dos riscos e tomar medidas para proteger a privacidade e a segurança dos dados.
Este conteúdo pode conter links de compra.
Fonte: link