Resenha do Disco “Bossa Sempre Nova” de Luísa Sonza
O disco “Bossa Sempre Nova” de Luísa Sonza, em parceria com Roberto Menescal e Toquinho, é uma homenagem ao gênero bossa nova. Com uma nota de 6,5/10, o álbum apresenta uma cartilha clássica do gênero, com arranjos de Menescal e uma estética intimista.
Com 14 faixas, o disco inclui standards como “O Barquinho” e “Onde Anda Você”, além de uma inédita, “Um pouco de mim”, composição de Luísa Sonza. A voz da cantora está bela e em casa, especialmente em “Carta ao Tom 74”. No entanto, o disco acaba sendo conservador e não apresenta a charmosa e sedutora bossa nova que se espera.
Análise do Disco
- O disco soa bem, com belas canções e arranjos conhecidos.
- A voz de Luísa Sonza está bela e em casa, especialmente em “Carta ao Tom 74”.
- A inédita “Um pouco de mim” é bonita, mas acaba sumindo perto das outras faixas.
- O disco é conservador e não apresenta a charmosa e sedutora bossa nova que se espera.
Em resumo, o disco “Bossa Sempre Nova” é correto, mas não tem muito propósito nem charme. Falta justamente… um pouco de bossa. A comparação com o disco “Elis & Tom” (1974) é desleal e inevitável, especialmente quando Luísa Sonza se propõe a cantar “Águas de Março”, cuja versão de Elis e Tom tornou a música mundialmente famosa.
O disco cumpre o papel de elevar o nível da artista, mas não é inovador e não apresenta uma leitura diferente das músicas. Mostra que a cantora é uma boa cantora, não muito mais do que isso. Se não é para brincar ou atualizar, pra que regravar?
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