Ferramentas de Fraude por Deepfake: Uma Análise da Eficiência
Os softwares que criam deepfakes têm evoluído rapidamente, tornando-se uma ferramenta eficiente e perigosa. No entanto, uma pesquisa do Fórum Econômico Mundial (WEF) revelou que essas ferramentas ainda não são capazes de contornar as contramedidas de instituições como bancos e empresas.
A pesquisa avaliou 17 programas de deepfake de código aberto e comerciais disponíveis no mercado, analisando suas habilidades de contornar algoritmos de reconhecimento facial e verificar a eficiência deles ao driblar verificações de segurança “know your costumer” (KYC). Os resultados mostraram que a maioria dos programas de deepfake é barato e superficial, produzido para uso em mídias sociais e demais formas de entretenimento.
Tipo de Programas de Deepfake
- Os que somente editam vídeos pré-produzidos
- Os que são serviços web, capazes de criar arquivos modificados
- Os que mesclam faces em webcams em tempo real, ameaçando algoritmos de reconhecimento facial
Das 17 plataformas estudadas, apenas 5 afetam webcams em tempo real, e apenas 3 conseguem injetar imagens falsas diretamente no feed de vídeo de reconhecimento facial. Além disso, apenas 2 trabalham bem com iluminação dinâmica, e somente em conteúdo pré-gravado.
Embora os deepfakes possam enganar os olhos humanos mais treinados, eles ainda têm dificuldade de passar em reconhecimento facial e checagens KYC. Isso ocorre porque as boas tecnologias se apoiam em outros dados, como os metadados do usuário, e usam truques como piscar a tela do cliente, o que já revela se a luz se comporta como deveria no rosto.
Os defensores estão à frente nesse caso, pois ao estudar um ataque, pesquisadores de segurança possuem todo o tempo do mundo, e conseguem descobrir o que os hackers estão fazendo. Já os criminosos não fazem ideia do que estão fazendo errado, visto que a resposta da plataforma é apenas “sim” ou “não”: não há como saber no que melhorar para que o deepfake se saia melhor na fraude.
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