Existe um Limite “Seguro” para Consumo de Maconha? Novo Estudo Estimou
Um estudo recente publicado na revista científica Addiction propõe um sistema para orientar o consumo responsável de maconha, semelhante ao existente para bebidas alcoólicas. A ideia é focar na quantidade de THC, o principal composto psicoativo da planta, consumida ao longo da semana.
Os pesquisadores da Universidade de Bath, na Inglaterra, argumentam que a proposta pode ajudar usuários, profissionais de saúde e órgãos públicos a compreender melhor os riscos associados ao consumo. “O objetivo final das nossas novas diretrizes é reduzir os danos. O único nível de consumo de cannabis verdadeiramente seguro é a abstinência. No entanto, para aqueles que não querem parar ou não conseguem, ainda queremos facilitar a redução do risco de danos”, explica Rachel Lees Thorne, coautora do estudo.
Recomendações do Estudo
Segundo as recomendações do novo estudo, adultos não deveriam ultrapassar 8 unidades de THC por semana. Esse total equivale a aproximadamente 40 miligramas de THC ou cerca de um terço de grama de cannabis, dependendo da potência do produto.
- Acima desse limite, o risco de desenvolver o transtorno por uso de cannabis (TUC) aumenta de forma significativa.
- O TUC é caracterizado por um padrão problemático de consumo que causa prejuízos clínicos relevantes, como dificuldade em controlar o uso, fissura e impactos negativos no trabalho, na vida familiar ou nas relações sociais.
- Estima-se que cerca de 22% das pessoas que usam cannabis regularmente possam desenvolver o transtorno.
A pesquisa se baseou em dados do estudo CannTeen, que acompanhou 150 usuários de cannabis ao longo de um ano. Os resultados mostraram que 80% das pessoas que consumiram menos de 8 unidades de THC por semana não apresentaram sinais de TUC.
Conclusão
O estudo reforça a importância de informação clara e baseada em evidências para reduzir danos e promover escolhas mais conscientes. A adoção de unidades padrão de THC pode preencher a lacuna existente na educação em saúde e prevenção. “Com a crescente disponibilidade da cannabis em mercados legais ao redor do mundo, torna-se ainda mais importante ajudar os consumidores a fazerem escolhas informadas sobre seu uso”, afirma Tom Freeman, coautor do estudo.
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