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Ar-Condicionado Inverter: Uma Escolha Econômica?

O mercado de ar-condicionados tem passado por mudanças significativas, especialmente com a alteração na classificação energética dos aparelhos. O Inmetro aumentou o nível de exigência, resultando em modelos convencionais sendo classificados com etiquetas “E” ou “F”, enquanto a tecnologia Inverter se destaca na categoria “A” com eficiência superior.

Essa mudança impacta diretamente a decisão de compra, exigindo cálculos para determinar se a economia no preço da etiqueta compensa o gasto mensal com energia. Para entender melhor essa questão, analisamos os dados de consumo e realizamos um comparativo entre os modelos convencionais e Inverter.

Inverter vs. Convencional: Análise dos Números

Utilizando um cenário base com um aparelho de 12.000 BTUs, funcionando apenas em modo frio, ligado por oito horas por dia, e considerando uma tarifa média de R$ 0,85 por kWh, podemos observar as diferenças significativas entre os dois tipos de ar-condicionados.

  • Modelo convencional: consome cerca de 100 kWh por mês, resultando em um custo mensal de R$ 85,00.
  • Modelo Inverter: consome cerca de 51 kWh por mês, resultando em um custo mensal de R$ 43,35.

Essa diferença direta na fatura é de R$ 41,65 a favor do Inverter todo mês, demonstrando que o ar-condicionado convencional consome praticamente o dobro de energia para entregar o mesmo resfriamento que a versão moderna.

O Cálculo do Payback: Quanto Tempo para se Pagar?

A principal dúvida do consumidor está no momento da compra, especialmente considerando o preço mais alto dos modelos Inverter. No entanto, ao calcular o payback, podemos ver que o investimento retorna rapidamente.

Um ar-condicionado convencional custa em média R$ 2.100, enquanto um modelo Inverter com bom custo-benefício sai por cerca de R$ 2.500. A diferença de preço é de R$ 400. Ao dividir essa diferença pela economia mensal de R$ 41,65, o resultado é de 9,6 meses. Isso significa que o aparelho se paga em menos de dez meses de uso.

Além disso, para quem utiliza o equipamento de forma mais intensa, como em rotinas de home office somadas ao uso noturno, totalizando 16 horas diárias, o tempo de retorno cai pela metade, e o investimento se paga em apenas cinco meses.

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