Como o Cérebro Cria Expressões Faciais?
Um estudo recente publicado na Science revelou como o cérebro humano cria expressões faciais, desde sorrisos até olhares arregalados. Pesquisadores do Laboratório de Sistemas Neurais da Universidade Rockefeller, nos Estados Unidos, descobriram que essas expressões são coordenadas por uma rede motora facial interconectada, envolvendo diferentes partes do corpo e do cérebro.
Utilizando técnicas de ressonância magnética em macacos, a equipe liderada por Winrich Freiwald pôde mapear as regiões corticais envolvidas na assimilação de expressões faciais. Eles refutaram a ideia de que as expressões emocionais e as voluntárias eram segregadas entre si, mostrando que todas as regiões participam de todos os tipos de gestos faciais, mas operam em escalas de tempo distintas.
Regiões do Cérebro e Expressões Faciais
As regiões laterais do cérebro trabalham com uma dinâmica mais rápida, medida em milissegundos, enquanto as regiões mediais são mais lentas. Isso sugere que cada região é singularmente adequada à função que desempenha. Além disso, o estudo mostrou que a rede motora facial é composta por atividades neurais de diferentes regiões, incluindo o córtex motor cingulado e os córtices primário e pré-motor.
Os cientistas também descobriram que há neurônios específicos que operam em cada região, o que sugere que o controle motor facial é dinâmico e flexível. Essas descobertas têm implicações para a compreensão das emoções e podem levar a aplicações clínicas, como a melhoria da comunicação artificial para pacientes com lesões cerebrais.
- As expressões faciais são coordenadas por uma rede motora facial interconectada.
- Todas as regiões do cérebro participam de todos os tipos de gestos faciais, mas operam em escalas de tempo distintas.
- A rede motora facial é composta por atividades neurais de diferentes regiões, incluindo o córtex motor cingulado e os córtices primário e pré-motor.
Em resumo, o estudo mostrou que o cérebro cria expressões faciais por meio de uma rede motora facial complexa e interconectada. Essas descobertas podem levar a uma melhor compreensão das emoções e a aplicações clínicas inovadoras.
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