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Tubarões da Groenlândia vivem 400 anos. Como eles mantêm a visão intacta? Estudo descobriu

Descoberta Surpreendente: Tubarões da Groenlândia Mantêm Visão Intacta por 400 Anos

Por décadas, o tubarão-da-Groenlândia foi considerado um gigante quase cego, devido à sua capacidade de viver em águas gélidas e escuras do Ártico e do Atlântico Norte. No entanto, um estudo recente publicado na revista Nature Communications revelou que essa espécie mantém um sistema visual funcional e surpreendentemente bem preservado ao longo de sua vida centenária.

A fisiologista Dorota Skowronska-Krawczyk, da Universidade da Califórnia em Irvine, observou que o globo ocular do tubarão-da-Groenlândia se movia lentamente, acompanhando uma fonte luminosa, o que contrariava a ideia dominante de que esses tubarões seriam funcionalmente cegos. Isso levou a equipe a investigar mais a fundo a visão desses animais.

Métodos de Investigação

Para testar a hipótese, a equipe reuniu amostras raríssimas de tubarões-da-Groenlândia, capturados com linhas de pesca científica ao largo da Estação Ártica da Universidade de Copenhague. Os globos oculares foram dissecados e preservados para análise detalhada.

As análises histológicas e moleculares revelaram que os tipos celulares essenciais à visão estavam presentes e organizados de forma funcional, mesmo em tubarões extremamente velhos. A rodopsina, proteína-chave para a percepção visual em ambientes de baixa luminosidade, permanecia ativa e ajustada para detectar luz azul.

Lições para a Medicina Humana

O estudo identificou uma expressão intensa de genes associados ao reparo do DNA na retina, o que pode ser crucial para manter a integridade dos tecidos oculares ao longo de séculos. Isso torna o tubarão-da-Groenlândia um modelo biológico valioso para entender como tecidos sensíveis, como a retina, podem escapar da degeneração associada ao envelhecimento extremo.

As descobertas podem inspirar novas abordagens terapêuticas para preservar a visão humana. Segundo a equipe, estudos desse tipo ainda são raros, especialmente no campo da biologia visual de tubarões, o que torna o financiamento científico um fator decisivo para avanços futuros.

  • O tubarão-da-Groenlândia pode viver até 400 anos.
  • A espécie mantém um sistema visual funcional e surpreendentemente bem preservado ao longo de sua vida centenária.
  • O estudo identificou uma expressão intensa de genes associados ao reparo do DNA na retina.

Em resumo, o estudo desafia noções consolidadas sobre evolução e revela que o tubarão-da-Groenlândia parece ter refinado sua visão para um nicho extremo, mantendo-a funcional por centenas de anos.

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