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Pergaminho bíblico mais antigo de todos estava dividido em 2 partes, confirma pesquisador

O Grande Pergaminho de Isaías: Um Manuscrito Bíblico com Uma História Única

O Grande Pergaminho de Isaías, considerado o manuscrito mais antigo e completo do Livro de Isaías, foi recentemente objeto de uma nova pesquisa que revelou detalhes fascinantes sobre sua criação. De acordo com o estudo, o pergaminho, que mede 7,34 metros de comprimento, foi originalmente criado a partir de dois rolos separados.

Descoberto em Qumran, na Cisjordânia, em 1947, o pergaminho é parte dos Manuscritos do Mar Morto e se destaca por sua notável conservação e semelhança com textos da era medieval. Isso reflete uma boa transmissão textual ao longo dos séculos, tornando-o um achado único na história da Bíblia.

Diferenças nos Detalhes

Desde a descoberta do artefato, haviam suspeitas de discrepâncias entre as folhas que abrangiam os capítulos de 1 a 33 e os capítulos 34 a 66. Um estudo de 2021 usou inteligência artificial (IA) para comprovar pequenas diferenças na caligrafia das duas seções, sugerindo que os pergaminhos resultaram do compilado de dois escribas.

Um pesquisador mais recente, Marcello Fidanzio, da Università della Svizzera italiana, procurou se atentar às propriedades materiais do manuscrito, encontrando dobras de páginas, padronizações de colunas, sinais de escrita, costuras de reforço e estados de conservação diferentes entre as duas seções.

  • Dobras de páginas distintas
  • Padronizações de colunas diferentes
  • Sinais de escrita variados
  • Costuras de reforço distintas
  • Estados de conservação diferentes

Essas descobertas sugerem que o pergaminho foi criado a partir de dois rolos separados, que foram posteriormente unificados. No entanto, ainda há muitas questões sem respostas, como se as duas partes foram criadas separadamente ao mesmo tempo ou se a segunda foi produzida posteriormente para completar a primeira.

Um estudo de 2025 também usou IA e datação de radiocarbono para analisar os Manuscritos do Mar Morto, incluindo o Grande Pergaminho de Isaías, e concluiu que o artefato era mais antigo que o imaginado, com suas duas seções tendo sido criadas com até décadas de diferença.

Essa descoberta é fascinante, pois nos permite entender melhor a história e a evolução do manuscrito, e como ele foi usado e tratado ao longo dos séculos. Como afirma o pesquisador Marcello Fidanzio, “o manuscrito não era estático, mas cheio de vida, pois evoluiu junto com aqueles que o liam”.

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