A NVIDIA e a Crise Global de Memórias
A crise global de memórias, impulsionada pela demanda insaciável dos data centers de Inteligência Artificial (IA), criou uma escassez histórica de DRAM. No entanto, a NVIDIA afirma ser a única empresa imune a essa crise.
De acordo com o CEO Jensen Huang, a empresa previu o “superciclo” de demanda e investiu muito em seus parceiros bem antes da crise estourar. Isso permitiu que a NVIDIA financiasse a expansão das fábricas de memória para garantir que seus chips HBM e DRAM fossem os primeiros a sair da linha de produção.
Controle da Cadeia de Suprimentos
A NVIDIA destacou que é a única empresa de semicondutores no mundo que compra DRAM diretamente em escala global. Isso lhe dá um controle sobre a cadeia de suprimentos que é crucial em tempos de escassez.
Além disso, a empresa precisa transformar a memória em supercomputadores CoWoS (Chip-on-Wafer-on-Substrate), um processo complexo que a NVIDIA domina. Essa é uma das formas de a empresa se manter à frente da concorrência.
Impacto nos Gamers
No entanto, a “imunidade” da NVIDIA se aplica principalmente à sua infraestrutura de IA e data centers. A linha gamer de GPUs GeForce não deve se beneficiar da situação, e rumores indicam que o lançamento das placas RTX 50 SUPER pode ter sido adiado por falta de memória GDDR disponível no mercado.
Além disso, fala-se na reintrodução da guerreira RTX 3060 no mercado para preencher lacunas de estoque, provando que, para o consumidor final, a crise ainda é uma realidade dura.
- A NVIDIA é a única empresa de semicondutores que compra DRAM diretamente em escala global.
- A empresa previu o “superciclo” de demanda e investiu em seus parceiros para garantir a produção de chips HBM e DRAM.
- A crise global de memórias afeta a linha gamer de GPUs GeForce, com rumores de atrasos no lançamento de novas placas.
A Samsung, uma das maiores fabricantes de memória do mundo, disse que nenhuma empresa está imune à escassez de DRAM, o que parece não ser o caso da NVIDIA.
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