Descoberta Promissora para Transplantes de Rim
A busca por soluções para aumentar a disponibilidade de rins para transplante ganhou um novo capítulo com a descoberta de que um medicamento utilizado no tratamento da artrite reumatoide pode melhorar a qualidade de rins de doadores falecidos. Essa descoberta tem o potencial de aumentar significativamente o número de transplantes de rim realizados com sucesso.
No Brasil, mais de 60 mil pessoas aguardam por um transplante de órgão, com quase 30 mil delas necessitando de um rim. A falta de doadores e a dificuldade em manter a qualidade dos rins após a doação são desafios significativos. Atualmente, apenas cerca de 68% a 70% dos rins captados são utilizados para transplante devido a critérios clínicos, anatômicos ou logísticos.
Uso do Anakinra
Os pesquisadores da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), com apoio da FAPESP, testaram o anakinra, um medicamento aprovado para o tratamento da artrite reumatoide, como forma de reduzir a inflamação em rins de doadores falecidos antes do transplante. O estudo, premiado no Congresso Latino-Americano de Transplantes, mostrou que o anakinra pode melhorar a função do órgão e aumentar seu aproveitamento.
A inflamação é um dos principais fatores que afetam a qualidade dos rins após a doação. O anakinra, ao reduzir essa inflamação, pode ajudar a preservar melhor o rim, tornando-o mais viável para transplante. Além disso, o medicamento se mostrou seguro, sem causar danos aos tecidos renais.
Próximos Passos
O próximo passo será testar o anakinra em rins humanos descartados, em parceria com um centro de pesquisa nos EUA. Se os resultados forem positivos, o medicamento poderá ser testado no método tradicional de preservação estática, o que poderia melhorar a qualidade dos rins sem grandes investimentos em tecnologia.
Essa descoberta reforça a importância de buscar soluções viáveis e de alto impacto capazes de unir inovação tecnológica e aplicabilidade clínica. O Brasil precisa avançar no uso das máquinas de perfusão, que já demonstram benefícios concretos na preservação dos órgãos, mas também desenvolver estratégias que possam ser incorporadas à realidade do SUS.
- O anakinra pode ser uma ferramenta importante para tratar os rins antes do transplante e ampliar as chances de sucesso.
- A pesquisa demonstra que inovação também pode surgir da otimização de tecnologias disponíveis.
- O desafio agora é transformar esse conhecimento experimental em benefício real para os pacientes.
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