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Novo implante injetável pode ser alternativa para reconstrução das mamas

Novo Implante Injetável para Reconstrução das Mamas

Recentes avanços na medicina têm proporcionado novas esperanças para pacientes que passaram pela mastectomia devido ao câncer de mama. No Brasil, cerca de 30% dos diagnósticos anuais de câncer correspondem ao câncer de mama, e quase metade dos tratamentos incluem a remoção total ou parcial das mamas. Com a garantia de assistência fisioterapêutica pelo governo brasileiro desde novembro de 2025, os pacientes agora têm mais opções para a reconstrução mamária.

Um estudo publicado na ACS Applied Bio Materials em dezembro trouxe uma nova perspectiva para a reconstrução das mamas. Pesquisadores desenvolveram um protótipo de pasta injetável derivada de células da pele humana, que pode ajudar a restaurar o volume mamário após a remoção do tumor, com menos cicatrizes e um tempo de recuperação mais curto do que as opções atuais. Essa pasta injetável é baseada na matriz dérmica acelular (ADM), um biomaterial derivado de pele humana processado para remover células e epiderme, mas que ainda preserva a matriz extracelular.

Como Funciona o Novo Tratamento

A matriz dérmica acelular (ADM) é um biomaterial utilizado em cirurgias reconstrutivas, derivado de pele humana ou animal, processado para remover células e epiderme. Atualmente, a ADM está disponível principalmente em forma de lâminas para reparo de tendões, queimaduras ou cirurgias plásticas. No entanto, os pesquisadores desenvolveram uma forma injetável da ADM, mais adequada para cirurgias reconstrutivas de preenchimento de espaço na mama.

A equipe de pesquisa adicionou água às partículas de ADM para formar uma pasta espessa, que foi injetada em pequenas quantidades em camundongos para testar a biocompatibilidade e eficiência. Após um período de seis meses, os animais tratados não apresentaram efeitos adversos à saúde, mas sim camadas mais finas de tecido, preferíveis em procedimentos de implante mamário, pois têm menor probabilidade de causar complicações como infecções ou hematomas.

Os benefícios desse novo tratamento incluem:

  • Menos cicatrizes e tempo de recuperação mais curto;
  • Promove o crescimento dos vasos sanguíneos e a remodelação dos tecidos;
  • Maior conforto a longo prazo e melhores resultados estéticos para as pacientes.

Essa descoberta abre caminho para uma nova alternativa de reconstrução mamária, mais segura, menos invasiva e possivelmente mais acessível para as pacientes que passaram pela mastectomia devido ao câncer de mama.

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