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Guerra dos Portáteis: com tanta concorrência, 2026 será o ano desses consoles?

Guerra dos Portáteis: 2026, o Ano dos Consoles Portáteis?

Desde o início da década de 90, o conceito de “jogar em qualquer lugar” tem evoluído significativamente. O Game Boy, com sua tela monocromática esverdeada e cartuchos cinzas, estabeleceu o formato vertical que moldaria a indústria por décadas. Com o passar dos anos, vimos a evolução dessa ideia com o PSP, o Nintendo DS e, eventualmente, a fusão definitiva entre console de mesa e portátil com o Nintendo Switch.

No entanto, o sonho do entusiasta de PC sempre foi diferente: rodar sua biblioteca da Steam, Epic ou GOG nativamente na palma da mão. Com o lançamento do Steam Deck, da Valve, esse sonho se tornou realidade. O Steam Deck provou que uma APU customizada, aliada a um sistema operacional otimizado, poderia entregar uma experiência sólida.

Concorrência Aquecida

A enxurrada de lançamentos de consoles portáteis após o Steam Deck foi intensa. A ASUS trouxe o ROG Ally, apostando na familiaridade do Windows e telas de alta taxa de atualização. A Lenovo entrou na briga com o Legion Go, focando em telas maiores e controles destacáveis. Além disso, marcas chinesas como Ayaneo, GPD e OneXPlayer lançam modelos novos a cada poucos meses, testando formatos com teclados físicos, telas duplas e designs slide.

Essa concorrência aquecida criou um mercado saturado, mas com muita oferta. Diferente dos consoles tradicionais, os consoles portáteis estão seguindo o ritmo frenético das placas de vídeo e processadores de desktop. Isso pode criar uma paralisia de escolha no consumidor, que não sabe o que comprar com tanta escolha.

Avanços Tecnológicos

O que torna 2026 um ano promissor para esses dispositivos não é apenas a quantidade de modelos, mas o amadurecimento do silício. Os avanços recentes na litografia e nas arquiteturas de APUs mudaram o jogo. Estamos vendo a chegada de chips focados em muita performance por watt, como a linha Ryzen Z da AMD, que conseguiu entregar taxas de quadros jogáveis em 1080p sem derreter a bateria na hora.

Além disso, a popularização de memórias LPDDR5X de altíssima velocidade é crucial aqui, já que os gráficos integrados são famintos por largura de banda de memória. As tecnologias de upscaling como FSR, DLSS e XeSS também são fundamentais, permitindo que jogos AAA modernos rodem nos PCs portáteis com uma fluidez que seria impossível apenas com força bruta.

Desafios para o Mercado Brasileiro

No entanto, para o mercado brasileiro, a realidade é mais dura. Enquanto lá fora a concorrência ajuda a derrubar preços, aqui o “custo Brasil” continua sendo o vilão. Grandes marcas como ASUS e Lenovo até trazem seus aparelhos oficialmente, mas com preços que muitas vezes rivalizam com notebooks gamers completos ou desktops intermediários competentes.

Para o gamer brasileiro, resta a esperança de que a popularização da categoria traga mais opções oficiais para o país, ou que, pelo menos, o mercado de usados se aqueça, permitindo que mais pessoas experimentem a liberdade de levar sua biblioteca da Steam no bolso.

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