Deepfakes: O Desafio de Identificar Conteúdo Manipulado
Uma pesquisa recente da Veriff, em parceria com a Kantar, revelou que 80% dos brasileiros já encontraram deepfakes online, o maior índice entre todos os países analisados. No entanto, a capacidade humana de identificar esse tipo de conteúdo está próxima do acaso, com uma pontuação média de 0,08 em uma escala de 1,0.
Os dados integram o Deepfakes Report 2026 e mostram que as pessoas ainda estão presas em como os deepfakes eram dois ou dez anos atrás, e não conseguem identificar os conteúdos manipulados atuais. A produção de deepfakes ficou acessível a qualquer pessoa, com apenas duas fotos e um trecho de voz sendo suficientes para gerar um vídeo falando qualquer coisa.
- As fraudes com deepfakes cresceram 126% no Brasil em 2025, mantendo o país responsável por 39% de todos os deepfakes detectados na América Latina.
- Os golpes que exploram esse cenário variam em escala, desde perfis falsos em aplicativos de relacionamento até fraudes em transações bancárias e vídeos com candidatos políticos “falando coisas que nunca disseram, em lugares que nunca estiveram”.
- Com as eleições de 2026 no horizonte, o risco de desinformação eleitoral por deepfake é concreto, e 87% dos brasileiros têm medo de golpes e fraudes de identidade.
Diante desse cenário, é fundamental adotar medidas de proteção em múltiplas camadas, como senhas, celulares e biometria facial. Além disso, é importante desconfiar de pedidos urgentes, criar palavras-chave com familiares para verificar identidade em contatos pelo WhatsApp, não reutilizar senhas e ativar autenticação em dois fatores sempre que disponível.
No longo prazo, mecanismos de verificação digital se tornarão infraestrutura básica da internet, o que pode ser chamado de “passaporte digital universal”. Com isso, será possível reduzir a exposição a conteúdos manipulados e garantir uma internet mais segura.
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