Descoberta Arqueológica de Grande Importância na Noruega
Uma busca rotineira com detector de metais em uma área rural próxima a Rena, no leste da Noruega, resultou na descoberta de 2.970 moedas de prata da Era Viking, formando o maior tesouro já identificado no país.
A descoberta começou com poucas peças isoladas, mas rapidamente se transformou em um acúmulo contínuo de achados, com os detectores não parando de apitar, segundo a arqueóloga May-Tove Smiseth. Isso levou a uma escavação mais aprofundada, envolvendo equipes especializadas e instituições nacionais, com o objetivo de preservar o sítio arqueológico.
Uma Visão Mais Completa da Economia Viking
O conjunto de moedas é diverso, com peças cunhadas em diferentes regiões da Europa, incluindo a Inglaterra e territórios germânicos, além de exemplares escandinavos. Isso sugere que a economia viking era mais complexa do que a imagem tradicional de saqueadores, com uma circulação de moedas estrangeiras dominante na região até meados do século 11.
Segundo o especialista Svein Gullbekk, a cronologia das peças sugere que o tesouro foi enterrado justamente no momento em que essa transição começava a ocorrer, transformando o achado em um registro material de mudança econômica.
Origem do Tesouro
A origem do tesouro ainda é objeto de investigação, mas há indícios de que ele não está ligado diretamente a expedições de pilhagem. O arqueólogo Jostein Bergstøl sugere que a produção intensiva de ferro na região pode ter gerado excedentes significativos, convertidos em prata e posteriormente enterrados.
- A presença de fragmentos de prata cortada reforça essa leitura.
- O sistema híbrido de economia, com moeda cunhada e metal bruto coexistindo, é revelado.
- A descoberta tem um impacto significativo no meio acadêmico e além, com o ministro Andreas Bjelland Eriksen chamando-a de “descoberta histórica” e a diretora Hanna Geiran destacando seu alcance simbólico.
Enquanto as escavações continuam, o chamado Tesouro de Mørstad já se impõe como uma peça-chave para reinterpretar a Era Viking, não apenas como um período de conquistas, mas também como uma fase de intensa circulação de bens, tecnologia e riqueza.
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