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14 artistas para acompanhar na exposição coletiva da Bienal de Veneza 2026

14 Artistas para Acompanhar na Exposição Coletiva da Bienal de Veneza 2026

A 61ª Bienal de Veneza abre com uma edição única, mantendo a curadora Koyo Kouoh, primeira mulher africana a ocupar o posto, mesmo após sua morte em maio de 2025. A mostra, intitulada In Minor Keys, apresenta 111 participantes, incluindo 14 artistas destacados aqui, que se organizam em eixos que percorrem todo o espaço expositivo.

Entre os artistas brasileiros presentes na mostra, destacam-se Ayrson Heráclito, Dan Lie e Eustáquio Neves. Heráclito apresenta trabalhos da série Juntó, enraizados em cosmologias afro-brasileiras e na história da escravidão no Brasil. Lie cria instalações com fungos, plantas e matéria em decomposição, que se transformam ao longo da exposição. Neves, fotógrafo autodidata, manipula negativos e processos de revelação para criar imagens densas sobre memória e ancestralidade afro-brasileira.

Outros artistas destacados incluem Wangechi Mutu, Otobong Nkanga, Nick Cave, Ebony G. Patterson, Torkwase Dyson, Guadalupe Maravilla, Tabita Rezaire, Linda Goode Bryant, Kader Attia, Alfredo Jaar e Sofía Gallisá Muriente. Cada um deles traz uma perspectiva única e uma abordagem inovadora para a arte, explorando temas como identidade, memória, colonialismo e resistência.

  • Ayrson Heráclito (Brasil): apresenta trabalhos da série Juntó, enraizados em cosmologias afro-brasileiras e na história da escravidão no Brasil.
  • Dan Lie (Brasil): cria instalações com fungos, plantas e matéria em decomposição, que se transformam ao longo da exposição.
  • Eustáquio Neves (Brasil): manipula negativos e processos de revelação para criar imagens densas sobre memória e ancestralidade afro-brasileira.
  • Wangechi Mutu (Quênia/EUA): apresenta esculturas em bronze, madeira e terra coletada em Nairóbi, que exploram a identidade feminina e a experiência afro-diaspórica.
  • Otobong Nkanga (Nigéria/Bélgica): cria instalações que exploram a relação entre a matéria e a memória, utilizando materiais como sabão, óleos e minerais.
  • Nick Cave (EUA): apresenta Soundsuits, fantasias escultóricas construídas em resposta à violência racial.
  • Ebony G. Patterson (Jamaica/EUA): apresenta instalações densas e visceralmente coloridas que abordam luto, invisibilidade e as vidas que o poder decide não ver.
  • Torkwase Dyson (EUA): investiga como corpos negros percebem e se movem pelo espaço construído, criando esculturas e instalações abstratas sobre racismo ambiental.
  • Guadalupe Maravilla (El Salvador/EUA): apresenta esculturas que exploram a experiência de migração e a perseguição de migrantes.
  • Tabita Rezaire (França/Guiana Francesa): trabalha com videoinstalação e ambientes imersivos que exploram a relação entre a tecnologia e a espiritualidade.
  • Linda Goode Bryant (EUA): apresenta uma fazenda instalada do lado de fora dos Giardini, que explora a relação entre a agricultura e a comunidade.
  • Kader Attia (França/Argélia): cria instalações que exploram a relação entre a violência e a reparação, utilizando materiais como espelhos partidos e próteses.
  • Alfredo Jaar (Chile): apresenta obras que exploram a relação entre a arte e a política, utilizando a fotografia e a instalação para abordar temas como o genocídio e a resistência.
  • Sofía Gallisá Muriente (Porto Rico): apresenta obras que exploram a história política de Porto Rico, utilizando o arquivo e a imagem em movimento.

Esses artistas, cada um à sua maneira, contribuem para uma mostra rica e diversa, que explora temas importantes e desafia o público a pensar de forma crítica sobre o mundo em que vivemos.

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